193300 VON HIPPEL-LINDAU SYNDROME; VHL
Alternative titles; symbols
VON HIPPEL-LINDAU SYNDROME, MODIFIERS OF, INCLUDED
Gene map locus 11q13, 3p26-p25
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?id=193300
Um sinal (#) é usado nesta entrada pois a síndrome de von Hippel-Lindau é causada pela mutação no gene VHL.
Evidências sugerem que variação no gene da ciclina D1 (CCND1) no cromossomo 11q13 pode modificar o fenótipo.
DESCRIÇÃO
A syndrome von Hippel-Lindau (VHL) é uma síndrome de predisposição ao câncer dominantemente herdada em família, predispondo a uma variedade de neoplasmas malignos e benignos, mas freqüentemente na retina, cerebelo e hemangioblastoma espinhal, carcinoma das células renais (RCC), feocromocitoma (cromafinoma funcional, geralmente benigno, derivado de células do tecido medular supra-renal e caracterizado pela secreção de catecolaminas, resultando em hipertensão arterial, que pode ser paroxística e associada a episódios de palpitação, cefaléia, náuseas, dispnéia, ansiedade, palidez e sudorese profusa. O feocromocitoma freqüentemente é hereditário, não apenas em facomas como a doença de von Hippel-Lindau, neurofibromatose e neoplasia endócrina familiar, mas também como um defeito isolado [MIM 171300] como um traço autossômico dominante.) e tumores pancreáticos.
Neumann e Wiestler (1991) classificaram VHL como tipo 1 (sem feocromocitoma) e de tipo 2 (com feocromocitoma). Brauch e outros (1995) subdividiram adicionalmente o VHL de tipo 2 em tipo 2A (com feocromocitoma) e 2B (com feocromocitoma e carcinoma das células renais). Hoffman e outros (2001) notaram que o VHL de tipo 2C refere-se a pacientes com feocromocitoma isolado sem hemangioblastoma ou carcinoma das células renais.(Hemangioblastoma: neoplasia benigna que, freqüentemente, surge no cerebelo, constituída por células endoteliais formadoras de vasos capilares e por células do estroma; tumor de crescimento lento que afeta primariamente indivíduos de meia-idade; incidência aumentada na doença de von Hippel-Lindau. Sin. Angioblastoma.)
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
As feições cardinais da síndrome de von Hippel-Lindau são angiomas (angioma é tumefação ou tumor decorrente da proliferação, com ou sem dilatação, dos vasos sangüíneos (hemangioma) ou linfáticos (linfangioma) da retina e hemangioblastoma do cerebelo. Hemangioma do cordão espinal também tem sido observado.O feocromocitoma ocorre em alguns pacientes. A combinação de hipertensão com angioma pode levar à hemorragia subaracnóide (sob a membrana aracnóide.) { Aracnóide-máter, Sin.: máter. Cranial aracnóide matter: a porção da aracnóide que se localiza dentro da cavidade craniana e circunda o cérebro é a porção craniana do espaço subaracnóide. Em vários locais está relativamente afastada da pia-máter, criando as cisternas cranianas subaracnóides. Aracnóde máter.: uma membrana fibrosa, delicada, que forma a porção média dos três revestimentos do sistema nervoso central. Na vida a aracnóide (especificamente a camada de células de barreira aracnóide) está tenuamente ligada à dura-máter externamente adjacente (especificamente as células da borda dural) e não existe espaço natural na interface dura-aracnóide. Dessa maneira, em uma punção espinal, a dura-máter e a aracnóide são penetradas simultaneamente, como uma camada única. A separação da aracnóide da dura-máter (geralmente através da camada de células da borda dural) pode resultar de processos traumáticos ou patológicos que criam o que é comumente, porém de forma incorreta, denominado hematoma subdural. A aracnóide é assim chamada por causa de seus filamentos delicados em forma de teia de aranha, que se estende desde sua superfície profunda, através do líquor do espaço subaracnóide, até a pia máter. Aracnóide espinhal máter: a porção da aracnóide que se situa dentro do canal vertebral e que circunda a medula espinal e a porção vertebral do espaço subaracnóide. Estende-se desde o forrame magno, acima, até o nível vertebral S2. Como a medula espinal termina no nível vertebral L2, ocorre uma ampla separação entre a aracnóide e a pia-máter, a cisterna lombar, cheia de líquido cefalorraquidiano, na qual está suspensa a cauda eqüina. } Tumores renais similares a hipernefroma (hipernefróide é semelhate ou do tipo da glândula supra-renal) ocorrem em alguns pacientes. Policitemia (aumento acima do normal do número de hemácias no sangue) pode ser devida tanto ao hemangioblastoma do cerebelo ou ao hipernefroma. Hemangiomas das adrenais (próximo ou sobre o rim; glândula supra-renal ou adrenal, ou tecido produto dela separado), pulmões e fígado, e múltiplos cistos do pâncreas e rins têm sido observados em alguns casos.
Embora existam muitas notícias anteriores desta síndrome (veja História em OMIM: 171300), Melmon e Rosen (1964) introduziram o termo síndrome ‘von Hippel-Lindau’ e descreveram um grande parentesco com características múltiplas desta desordem. A condição do aneurisma arteriovenoso da retina e do mesencéfalo {no adulto o mesencéfalo é caracterizado pela conformação única de sua lâmina do teto, composta pelo par de colículos superiores e inferiores bilaterais e pelo grande par de proeminências dos pilares do cérebro em sua superfície ventral. Ao corte transversal, seu canal pérvio, o aqueduto do mesencéfalo, é circundado por um anel proeminente de substância cinzenta pobre em fibras mielinizadas; a substância cinza perieaquedural é unida ventral e lateralmente pelo tegmento mesencefálico rico em mielina, e coberta dorsalmente pela lâmina do teto mesencefálico. Grupos celulares proeminentes do mesencéfalo incluem os núcleos motores dos nervos troclear e oculomotor, o núcleo vermelho e a substância negra.} com nevo facial{ nevo é : 1) malformação circuscrita da pele, especialmente quando colorida por hiperpigmentação ou por vascularidade aumentada; o nevo pode ser predominantemente epidérmico, anexial (no tecido anexo?), melanocítico, vascular ou mesodérmico ou pode consisitir numa proliferação mista desses tecidos;2) proliferação localizada benigna de células formadoras de melanina na pele, presente por ocasião do nascimento ou que aparece no início da vida; alguns tipos: nevo vascularis = hemangioma capilar, nevo venoso =formado por uma placa de vênulas dilatadas, nevo displástico = nevo com diâmetro de mais de 5 mm e bordas irregulares, indistintas ou chanfrada (com arestas), de cor preto-acastanhada e róseo-avermelhada mista que ao microscópio trata-se de melanócitos intra-epidérmicos de localização basal e dispersos, com núcleos hipercromáticos maiores do que os dos ceratinócitos basais; quando múltiplos e associados a u histórico familiar de melanoma, implicam em risco de tranformação maligna.} descrito por Bonnet e outros (1938) e por Wyburn-Mason (1943), está sob certo relacionamento para com esta condição. Câncer renal metastásico ocorre em alguns casos (Kranes e Balogh ,1966). Goldberg e Duke (1968) examinaram os olhos de um homem negro de 51 anos de idade afetado cuja mãe faleceu de tumor cerebral aos 26 anos. O mesmo caso foi descrito por McKusick e outros (1961). Em adição para a associação a tumores do cérebro e da medula adrenal que ocorrem em neurofibromatores e na doença de von Hippel-Lindau, tumores cerebrais às vezes produzem hipertensão paroxística (paroxismo é espasmo ou convulsão) similar àquela do feocromocitoma. Catecolaminas {pirocatecóis com uma cadeia lateral alquilamina (alcano contendo um grupamento –NH2, no lugar do átomo H; p. ex. etilamina); são exemplos de interesse bioquímico: epinefrina, norepinefrina e L-dopa) urinárias são normais em tais casos (Cameron e Doig, 1970).
Cistos e tumores hipernefróides (semelhante a ou do tipo da glândula supra-renal) do epidídimo têm sido descritos em pacientes VHL (Grossman e Melmon, 1972). Pacientes homens podem ter cistadenoma (neoplasia histologicamente benigna, derivada do epitélio glandular, na qual são formados acúmulos císticos de secreções retidas; em alguns casos partes consideráveis da neoplasia, ou mesmo toda a massa, podem ser císticas) papilar (relativo a, semelhante a ou formado por papilas; estas, estruturas semelhantes a um mamilo pequeno) do epidídimo, um tumor incomum que é bilateral quando ocorre na doença de von Hippel-Lindau e nãoé familiar quando unilateral (Price, 1971). A experiência de Lamiell (1987) diferiu, entretanto; sete dos vinte e um homens afetados em um parentesco tinham uma massa epididimal e cinco dessas eram unilaterais. Tsuda e outros (1976) observaram a ocorrência de cistadenoma papilar bilateral do epidídimo em três irmãos com a síndrome VFL. Os cistadenomas papilares bilaterais do nítido ligamento, presumivelmente de origem mesonéfrica {mesonefro: um dos três órgãos excretores que aparecem na evolução dos vertebrados. Em embriões jovens de mamíferos o mesonefro é bem desenvolvido e funciona brevemente até o estabelecimento do metanefro, o rim definitivo; em embriões mais velhos, o mesonefro sofre regressão como órgão excretor, mas seu sistema ductal é mandido no homem como epidídimo e ducto deferente.}, é o provável tumor homólogo das mulheres (Erbe, 1978).
Na doença de von Hippel-Lindau com feocromocitoma, Atuk e outros (1979) noticiaram hipercalcemia (concentração anormalmente elevada de compostos de cálcio no sangue circulante; termo comumente utilizado para indicar uma concentração elevada de íons de cálcio no sangue) a qual foi corrigida em todos pela remoção do tumor. Em vários pacientes, o feocromocitoma antedatava o desenvolvimento de lesões da retina. Fishman e Bartholomew (1979) descreveram três pacientes aparentados com visível envolvimento de pancreático. Um teve insuficiência pancreática exócrina. Em um extensiva afecção parental, Fill e outros (1979) encontraram células de carcinoma renal em 16 dos 42 casos e carcinoma do pâncreas em 4 dos 42.
Griffiths e outros (1987) encontraram notícias de 6 pacientes com a syndrome de von Hippel-Lindau, feocromocitoma, e ilhas de células tumorais. Onze pacientes adicionais apresentaram feocromocitoma e ilhas de células de tumor. Nenhum paciente com a síndrome de von Hippel-Lindau tinham tumor carcinóide {carcinoma é qualquer das neoplasias malignas derivadas de células epiteliais, principalmente glandulares (adenocarcinoma) ou escamosos; o tipo de câncer mais comum}, o que é uma característica de neurofibromatose com feocromocitoma [veja Neurofibromatose de tipo I (162200) é causada pela mutação no gene da neurofribromina. É o tipo mais comum de neurofibromatose ocasionando tumores cutâneos e subcutâneos. Embora a neurofibromatose de tipo I tenha sido chamada neurofibromatose periférica, ela tem sido associada com tumors do sistema nervosa central, o que inclui astrocitomas das vias visuais, ependimomas (epêndima é a membrana celular que reveste o canal central da medula espinal e os ventrículos cerebrais; ependimoma é um glioma derivado de células epedimárias relativamente indiferenciadas que representa cerca de 1 a 3% de todas as neoplasias intracranianas; glioma é qualquer neoplasia derivada de um dos diferentes tipos de células que formam o tecido intersticial do cérebro, da medula espinal, da glândula pineal, da neuro-hipófise e da retina; glia é sinônimo de neuróglia: elementos celulares não-neuronais dos sistemas nervoso central eperiférico, estão invariavelmente interpostas entre os neurônios e os vasos sangüíneos que suprem o sistema nervoso; acredita-se que tenham funções metabólicas importantes), meningiomas (neoplasia benigna de origem aracnóide) e alguns tumores neuroectodérmicos (neuroéctoderma é a região que, no desenvolvimento embrionário, forma o cérebro e a medula espinal, a crista neural que se transforma nas células nervosas e neurilema ou células de Shwaan do sistema nervoso periférico)]. Nenhum caso de neurofibromatose tinha ilhas de células tumorais. Em Cardiff, Wales, vinte pacientes com hemangioblastoma do cerebelo foram vistos entre 1972 e 1985. Em oito destes, Huson e outros (1986) subseqüentemente estabeleceram o diagnóstico da doença de von Hippel-Lindau. Embora o diagnóstic não fosse previamente considerado, em retrospectiva, sete dos oito casos foram conhecidos por estarem no risco da síndrome.
Jennings e outros (1988) demonstraram a utilidade de estudos familiais na determinação de lesões assintomáticas requerendo tratamento, tais como o carcinoma de células renais. Eles também noticiaram a ocorrêcia de um hamartoma {malformação focal que se assemelha a uma neoplasia, macroscópica e até microscópicamente, mas que resulta do desenvolvimento defeituoso em determinado órgão; composto de uma mistura anormal de elementos teciduais ou de proporção anormal de um único elemento, que cresce na mesma velocidade que os componentes normais, não tende a causar compressão dos tecidos adacentes (ao contrário da neoplasia)} mesenquimal {mesênquima: 1) uma agregação de células mesenquimais ou fiboblásticas;2) tecido conjuntivo embrionário primordial que consiste em células mesenquimais; geralmente de forma estrelada sustentadas pela geléia interlaminar}no cordão espermático nesta desordem. Lamiell e outros (1989) identificaram 43 membros afetados de um grande parentesco, os quais foram excepcionais por ausência de feocromocitoma e eritrocitemia (eritrocitemia = policitemia, aumento de hemácias no sangue), para mais cistos pancreáticos e renais e malignidades, e por um pouco de febre nos olhos e lesões do sistema nervoso central. O adenocarcinoma renal bilateral foi encontrado pré-sintomaticamente em 5 sujeitos joven que tiveram nefrectomia bilateral e hemodiálise. Três sobreviveram a longo prazo após os transplantes renais. Cinco mambros da família tiveram malignidade pancreática.
Horbach e outros (1989) sugeriram que a combinaão do feocromocitoma adrenal e o carcinoma de células renais ipsolateral (do mesmo lado) pode representar uma forma frustrada da doença von Hippel-Lindau.
Neumann e Wiestler (1991) encontraram uma notória tendência para aglomeração familial de feições particulares da doença de VHL. Ambas angiomatose retinal e hemangioblastoma do sistema nervoso central ocorreram na maioria das famílias, enquanto a ocorrência das lesões renais e/ou cistos pancreáticos foram mutualmente exclusivas com feocromocitoma. Os autores interpretaram esses achados como indicativos de que o lócus de VHL é complexo, com a existência de diferentes mutações em diferentes famílias ou a ocorrênciade lesões genéticas adicionais que cooperam com o gene de VHL no cromossomo 3p. Eles sugeriram uma seqüência linear de características como a seguir: feocromocitoma, angiomatose retinal, hemangioblastoma do sistema nervoso central, lesões renais, cistos pancreáticos e cistadenoma epididimal.
No curso da avaliação de 41 famílias dos Estados Unidos e Canadá com esta desordem, Glenn e outros (1991) acharam uma grande família com um fenótipo distintivo: a manifestação mais comum da doença era o eocromocitoma ocorrendo em 57% (27 de 47) dos membros afetados; poucos (4 dos 47) tinham hemagioblatomas espinal ou cerebelar sintomáticos; nenhum membro afetado da família tinha carcinoma das células renais ou cistos pancreáticos. Análises genéticas demonstraram, entretanto, que a desordem nesta família estava ligada aos mesmos marcadores encontrados por serem ligados à VHL típica. As observações são claramente relevantes para as descrições de famílias com feocromocitoma ‘puro’ (171300); eles podem ser instâncias do alelismo no lócus do VHL. {Obs.: PHEOCHROMOCYTOMA Gene map locus 1p36.2, 11q23, 10q11.2, 5p13.1-p12, 3p26-p25, 1p36.1-p35; PERLECAN; PLC - Gene map locus 1p36.1}.
Keel e Klauber (1992) descreveram o carcinoma nas células renais em um menino de 16 anos, provavelmente o exemplo mais jovem noticiado de hipernefroma na doença de VHL.
Lenz e outros (1992) demonstraram que a produção e norepinefrina (hormônio catecolamínico cuja forma natural é D, apesar de a forma L exibir alguma atividade; a ase é considerada o mediador adrenergético pós-ganglionar, atuando sobre receptores alfa e beta; é armazenada em grânulos cromfins na medula supra-renal, em quantidades muito menores que a epinefrina, e secretada em resposta à hipotensão e ao estresse físico; em contraste com a epinefrina, exerce pouco efeito sobre o músculo liso e o brônquio, processos metabólicos e deito cardíaco, porém possui efeitos vasoconstritores pronunciados e é utilizada farmacologicamente como vasopressor, primariamente na forma do sal bitartarato; sin. noradrenaline, levarterenol) no feocromocitoma adrenal na doença de von Hippel-Lindau pode produzir a síndrome clínica de hipertensão associada com severa hipocaliemia (ou hipopotassemia é a concentração anormalmente baixa de íons de potássio no sangue circulante que pode causar vacuolização do citoplasma das células epiteliais tubulares renais, com comprometimento da capacidade de concentração urinária e acidificação, achatamento da onda T no eletrocardiograma e fraqueza muscular) e hiperaldestorenismo (aldosterona é o hormônio produzido pela zona do córtex supra-renal; sua principal ação é facilitar a troca de potássio por sódio no túbulo renal distal, levando à reabsorção de sódio e à perda de potássio e hidrogênio; é o principal mineralocorticóide) hiperreninêmico (?). O hiperaldosteronismo hiperreninêmico foi rapidamente melhorado por bloqueio-beta e foi completamente revertido pela remoção do tumor.
Davies e outros (1994) descreveram uma mulher de 65 anos de idade que era uma portadora obrigatória do gene para a doença de von Hippel-Lindau. Seu pai, dois irmãos, duas irmãs e três filhos tinham hemangioblastoma e carcinomas renais. O exame cuidadoso da mulher demonstrou somente um pequeno cisto renal benigno. Tais cistos são muito comuns na população em geral. Por isso, o portador obrigatório do gene pode não exibir nenhuma característica da doença acima da idade dos 60 anos.
Usando um regitro de composição do VHL no noroese da Inglaterra em 1990 contendo informações de 83 pessoas afetadas, Maddock e outros (1996) estudaram estatísticas populacionais, cacterísticas clínicas, idade no momento da manifestação, e sobrevivência. A principal idade de manifestação dos primeiros sintomas foi aos 26.25 anod, com hemangioblastoma cerebelar sendo a manifestação apresentada mais comum (34,9% dos casos). A principal idade de diagnóstico do VHL era de 30,87 anos. Ao todo, 50 pacientes (60,2%) desenvolveram um hemangioblastoma cerebelar, e 12 (14,5%) um feocromocitoma. A principal idade para óbito foi de 40,9 anos com hemangioblastoma cerebelar sendo a causa mais comum (47.7% das mortes). Em adição aos 83 sujeitos clinicamente afetados, Maddock e outros (1996) identificaram 3 portadores obrigatórios que eram considerados por serem livres de lesões nos extensivos testes de verificação. No registro do câncer baseado regionalmente, 14% de todos os hemangioblastomas do sistema nervoso central eram achados por ocorrer como parte da doença de VHL, porém investigações para o VHL em casos aparentemente esporádicos pareceram terem sido limitadas.
Os tumores do saco endolinfático (ELSTs) são altamente vascularizados, benignos, mas localmente neoplasmas agressivos do sistema endolinfático que freqüentemente destroem o osso temporal circundante (osso temporal: um grande osso irregular situado na base e no lado do crânio, consiste em três partes, escamosa, timpânica e petrosa, que estão distintas ao nascimento; a parte petrosa contém o órgão vestibulococlear; o osso articula-se com os ossos esfenóide, parietal, occipital e zigomático, e , através de uma articulação sinovial, com a mandímbula.)
Lonser e outros (2004) descreveram três casos da doença de von Hippel-Lindau que ilustraram as seguintes características do tumor do saco endolinfático: perda mórbida da audição devido a tumor microscópico radilogicamente indetectável no saco ou duto endolinfático; sintomas iniciais causados por hemorragia, hidropsia (acúmulo de líquido aquoso e claro em qualquer cavidade ou tecido) endolinfática, ou ambos; uma origem no duto ou saco endolinfático; e a evidência molecular de uma associação com a doença de von Hippel-Lindau. A ressecção cirúrgica completa dos tumores do saco endolinfático é curativa e pode ser desempenhada com a preservação da audição e alívio dos sintomas vestibulares.
Butman e outros (2007) noticiaram 35 pacientes VHL com ELSTs; 3 tinham tumores bilaterais. A idade principal de início do sintoma foi de 31 anos (num raios e 11 para 63 anos). Em adição à perda auditiva, zumbido e vertigem, outras características incluíram corpulência auricular, dor auricular e fraqueza do nervo facial. Estudos detalhados de CT e MRI demonstraram que 7 (18%) ouvidos tinham invasão da cápsula auricular, o que foi sempre associado com a perda da audição. Tumores com invasão da cápsula auricular eram maiores (2,2 cm) do que aqueles sem invasão da cápsula (1,2 cm). Entretanto, não havia uma associação significativa entre o tamanho do tumor e a perda da audição. Hemorragia intralabirintina (parte interna do ouvido) foi detectada em 79% dos ouvidos com perda súbita da audição. Butman e outros (2007) concluíram que a perda auditiva associada com ELSTs podem resultar da invasão da cápsula auricular, hemorragia intralabirintina ou hidropsia endolinfática.
James (1998) entabularam notícias de quatro mulheres com VHL e amplo cistadenoma papilar de ligamento publicadas entre 1988 e 1994 (Gersell e King, 1988; Funk e Heiken, 1989; Korn e outros 1990; Gaffey e outros; Karsdorp e outros 1994) e adicionaram um quinto caso. Estes eram cistos mesosalpinge [a parte do ligamento largo que reveste a tuba uterina (de Falópio)], os quais são o equivalente dos cistos do epidídimo no homem. Os cistos eram unilaterais em três dos cnco casos. Eles ocorreram ao longo do curso todo do duto mesonéfrico, no encerramento para o ovário, sobre as tubas uterinas, e perto do fórnice vaginal em um resto do duto Gartner (a contrapartida feminina do duto do epidídimo). Ao todo, 3 dos pacientes tiveram cistos renais e carcinoma das células renais bilaterais. No paciente noticiado por Korn e outros (1990), a verificação para VHL após os cistadenomas papilares foi diagnosticada durante o acompanhamento da cirurgia. O cisto unilateral no paciente reportado por Gaffey e outros (1994) foi precedido pelo achado de um tumor papilar médio no ouvido. A apresentação combinada de cistadenoma mesonéfrico e tumor do ouvido foi notada em notícias de cistos no epidídimo no homem (Price, 1971). Gaffey e outros (1994) sugeriram que o tumor no ouvido e o tumor adnexo (anexo) podem representar uma das principais manifestações viscerais do VHL.
Fukino e outros (2000) descreveram uma família japonesa com VHL na qual dois dos três membros afetados desenvolveram aguda oclusiva hidrocefalia (acúmulo de líquido cefalorraquidiano, resultando em dilatação dos ventrículos cerebrais e elevação da pressão intracraniana) que necessitaram de cirurgia emergencial para manobra ou drenagem ventricular. Em ambos os casos, a oclusão do canal cerebroespinal foi causada por hemangioblastoma cerebelar. Os dois pacientes com hidrocefalia eram irmãs com oito e desenove anos no momento do desenvolvimento da hidrocefalia obstrutiva. Elas herdaram VHL de sua mãe, que também sofreu de hemangiolastoma cerebelar requerendo cirurgia assim como angioma retinal.
McCabe e outros (2000) descreveram as características clínicas, associação com a doença de von Hippel-Lindua, e a acuidade visual resultante de paciente com hemangioma capilar justapapilar, no ou em adjacência ao nervo optico. Devido à sua localização, um hamartoma (malformação parecido com neoplasia macroscópica ou microscopicamente) nas lesões pode potencialmente ser diagnosticado equivocadamente como papiledema, papilite, neovascularização coróidal (túnica vascular média do olho situada entre o epitélio pigmentar e a esclerótica), ou coróidite. Foram descritas as formas endofítica (relativa a um tumor invasivo) e exofítica (designa uma neoplasia ou lesão que cresce fora da superfície epitelial) e séssil (que possui ampla base de fixação). Em acompanhamento de longo prazo, a acuidade visual geralmente melhorou. Pacientes com VHL e hamangioma justapapilar , mais frequentemente apresentados em idade jovem, tiveram tumores com um padrão de crescimento endofítico, e tiveram múltiplos tumores bilaterais. O tratamento do tumor com fotocoagulação a laser resultou em acuidade visual variável conseqüente nos pacientes relatados.
Raja e outros (2004) ralataram que o brilho externo da radioterapia (EBRT) era uma opção útil no tratamento de hemangiomas retinais secundários para doença de VHL que progrediu a despeito da terapia padrão. EBRT levou à melhora da acuidade visual, redução no volume do tumor e estabilização da separação na maioria dos pacientes tratados.
Eisenhofer e outros (2001) examinaram os mecanismos ligando diferentes fenótipos bioquímicos e clínicos de feocromocitoma em MEN2 (omim 171400) e VHL para delinear diferenças na expressão da tirosina hidroxilase (TH Tirosina hidroxilase está envolvida na conversão da fenilalanina em dopamina. Como uma enzima de limitação de taxa na síntese de catecilaminas, a tirosina hidroxilase tem um papel-chave na fisiologia dos neurônios adrenergéticos relativo a células nervosas ou fibras do sistema nervoso autônomo que empregam a norepinefrina como seu neurotransmissor), a enzima limitante da taxa em síntese de catecolaminas, e da feniletalonamina N-metiltransferase (PNMT 171190), a enzima que converte a norepinefrina em epinefrina (adrenalina, uma catecolamina que é o principal neuro-hormônio da medula supra-renal da maioria das espécies; também é secretada por neurônios) Sinais e sintomas do feocromocitoma, catecolaminas e metanefinas (catabólitos da epinefrina encontrado, junto com a normetanefrina, na urina e em alguns tecidos, resultante da ação da catecol-O-metiltrasferase sobre a epinefrina) do plasma, e neuroquímica de células tumorais e expressão de TH e PNMT foram examinadas e 19 pacientes de MEN2 e 30 pacientes de VHL com feocromocitomas adrenais. Os pacientes de MEN2 eram mais sintomáticos e tinham maior incidência de hipertensão (principalmente paroxístico [paroxismo = convulsão ou espasmo súbito]) e concentrações mais altas de metanefrinas no plasma, porém paradoxalmente concentrações totais mais baixas de catecolaminas, do que os pacientes de VHL. Todos os pacientes de MEN2 tiveram elevadas concentrações plasmáticas do metabólito da epinefrina metanefrina, enquanto os pacientes de VHL apresentaram aumentos específicos no metabólito da norepinefrina, a normetanefrina. As diferenças sobre uma apresentação clínica foram largamente explicadas por conteúdos teciduais totais mais baixos de catecolaminas e expressão de TH e estoques insgnificantes de epinefrina e expressão de PNMT em feocrmocitomas de VHL do que em pacientes de MEN2.
Taouli e outros (2003) discutiram achados em imagem abdominal, incluindo imagens pictóricas, de mais de 150 pacientes com a síndrome de VHL. Os achados mais comuns eram massas renais e pancreáticas.
Num estudo prospective de 406 pacientes de VHL de 199 famílias vistos em uma instituição num período de 12 anos, Chew (2005) encontrou que 205 dos pacientes tinham enolvimento ocular. Pacientes com completa deleção do gene VHL eram menos propensos a ter envolvimento ocular do que aqueles cm deldeção parcial, mutações de sentido trocado e sem sentido (9% x 45%; p menor que 0.0001). Chew (2005) identificou uma feição ocular não relatada previamente, neovascularização retinal, em 17 pacientes. Chew (2005) também encontrou 11 casos de hemangiblastoma intraorbital/intracranial, previamente relatado por ser raro na VHL, contabilizando para 5.3% de todas as lesões de tratamento da vista no grupo de estudo.
Em excisão cirúrgica de hemangioblastomas retinais associados com a doença de vonHipel-Lindau, Liang e outros (2007) demonstraram altos níveis de mRNA de VEGF (192240) e CXCR4 (162643) e da proteína, porém baixos níveis de CXCL12 (SPD1- 600835). A expressão aumentada de VEGF e CXCR4 também foi detectada nos hemangioblastomas mais ativos.
domingo, 7 de setembro de 2008
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Soroconversão e atividade citotóxica/supressora em hemofílicos HIV-1+ e HIV-1-
http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?tool=pubmed&pubmedid=8324903
AVALIAÇÃO FENOTÍPICA E FUNCIONAL DOS LINFÓCITOS TCD8+/S6F1+ EM INDIVÍDUOS HEMOFÍLICOS COM INFECÇÃO POR HIV-1
F.Cavallin, A.Traldi & Zambello (1993)
Sumário
Neste estudo nós investigamos a distribuição do antígeno S6F1, um epítopo do antígeno associado à função linfocitária, nos linfócitos TCD8+ em uma série de pacientes de hemofilia sendo 15 HIV-1+ e 20 HIV-1-. Anticorpos monoclonais (MoAbs) reconhecedores do antígeno S6F1 têm sido alegados por distinguir entre células killer efetoras (brilhantemente marcadas S6F1+ ) e células supressoras (marcadas em escuro S6F1+) dentro da população CD8+ linfóide. Em adição, nós tentamos encontrar a co-relação entre a síntese espontânea de imunoglobulina in vitro de linfócitos do sangue periférico de pacientes e o padrão de expressão de S6F1. Embora o número total de células duplamente positivas CD8+/S6F1+ fosse similar em ambos os pacientes hemofílicos portadores de HIV-1+ e não portadores de HIV-1 (HIV-1-), um aumento significante na população de CD8+/S6F1+ brilhante versus escuro foi documentada nos infectados por HIV-1 com respeito a hemofílicos HIV-1- (proporção de brilhante/opaca 3.97 + 0.61 versus 0.75 + 0.1, respectivamente, P<0.005). Esse achado foi co-relacionado com um aumento significativo da produção espontânea de imunoglobulna in vitro em sujeitos HIV-1 + comparado com hemofílicos controle (P<0.005). Linfócitos CD8+ purificados de sujeitos HIV-1+ apresentaram reduzida atividade supressora na produção de imunoglobulina induzida por mitógeno (substâncias que estimulam a mitose e a transformação de linfócitos como lectinas, concanavalina A, ou derivadas de patógenos como estreptococos). Tomados em conjunto, esses dados sugerem que a infecção por HIV-1 favorece a geração de células brilhantes para CD8+/S6F1+ com suposta função citotóxica associadas, levando a uma progressiva redução no número de linfócitos supressores CD8+/S6F1+ opacos. Este fenômeno pode contribuir para a hipergamaglobulinemia policlonal presente nos pacientes hemofílicos HIV-1+. (Hipergamaglobulinemia é o aumento de globulinas gama no plasma como ocorre freqüentemente em doenças infecciosas crônicas.)
INTRODUÇÃO
É bem sabido que hemofílicos representam um grupo de risco para a infecção por HIV-1, em conseqüência do fato de que os indivíduos afetados são freqüentemente obrigados a receber produtos derivados do sangue, os chamados fatores VIII e IX. Nesses sujeitos, assim como para outros indivíduos pertencentes ao grupo de risco para infecção por HIV-1, a soro-conversão é geralmente associada com considerável aumento dos níveis de linfócito CD8 + circulante comparado a pacientes soronegativos. Em particular, vários estudos têm mostrado que o número absoluto de células TCD8+ eleva-se progressivamente da soro-conversão durante os primeiros 6 meses, com aumento não-adicional ocorrendo durante os dois ou três anos seguintes. A diminuição dos linfócitos CD8+ paraleliza com o desenvolvimento total da AIDS.
A população de linfócitos TCD8+ contém células supressoras e citotóxicas. Essas distinções são principalmente baseadas no uso de ensaios funcionais. Em adição, diferentes marcadores têm sido gerados para caracterizar os subgrupos CD8+. Entre eles, um anticorpo monoclonal recentemente produzido reconhecedor de um epítopo do antígeno 1 (LFA-1) associado a linfócito, chamado antígeno S6F1, tem sido alegado por distinguir entre células killer efetoras e supressoras dentro dos linfócitos T CD8+. De fato, a expressão fenotípica do antígeno SF1 nas células CD8+ apresentam uma positividade bimodal (indicando uma curva de freqüência caracterizada por dois picos), permitindo a discriminação de células S6F1+ brilhantemente manchadas, com suposta função citotóxica e células S6F1+ opacas, com atividade supressora associada à produção de imunoglobulinas por linfócitos B. Como estudos in vitro e in vivo com relação à resposta de linfócitos B de indivíduos infectados com HIV-1 tâm revelado uma hiper-ativação generalizada de células B, o presente estudo foi encarregado de determinar o relacionamento entre a expressão do antígeno S6F1 nos linfócitos T CD8+ e a produção espontânea de imunoglobulina in vitro a partir de células mononucleares do sangue periférico (PBMC) numa série de sujeitos hemofílicos HIV-1+ e HIV-1-.
PACIENTES E MÉTODOS
Pacientes
Três grupos de sujeitos foram estudados:
1) 15 pacientes hemofílicos para o anticorpo do HIV-1 (com 15-43 anos, média de 29 anos), pertencendo ao estágio III ou IV da classificação Walter Reed, 14 estavam incluídos no primeiro grupo. Todos eles tinham recebido previamente os concentrados de fator VIII ou IX ou crio-precipitados (precipitado que se forma quando um material solúvel é resfriado, principalmente em relação ao precipitado que se forma no plasma sangüíneo normal que foi submetido à precipitação por frio e que é rico em FVIII.) sobre 500 U/kg por ano. Nenhum deles recebeu somente crio-precipitados.
2) 20 sujeitos hemofílicos HIV-1- (de idade entre 13 e 24 anos, média de 23 anos). Esses sujeitos foram usualmente tratados com crio-precipitados de fator VIII e IX, embora alguns indivíduos também recebessesm concentrados (abaixo de 100 U/kg por ano).
3) 20 sujeitos doadores de sangue de idade alternada.
Sorologia do HIV-1
Amostras de como foram ensaiadas para anticorpos contra o HIV-1 usando um ELISA comercial e a soro-positividade foi confirmada por Western blot.
Análises Fenotípicas
Células do sangue periférico foram manchadas com um painel de MoAbs conjugados diretamente com PE (RD1) ou FITC, incluindo anti-CD3 (T3), anti-CD4(T4), e anti-CD8(T8) para definir linfócitos T e seus sub-conjuntos; anti-CD19(B4) para identificar células B; e anti-CD56 (NKH-1) para reconhecer células natural killer (NK CD3-/CD56+). Todos estes anticorpos foram obtidos de Coulter Immunology (Hialeah, FL). A combinação de anti-CD8 e MoAbs IgG2 (Coulter) foram usados para definir uma ligação não-específica de MoAbs sob estudo para análise da tipificação de células ativadas fluorescentes. Marcadores foram montados /organizados para incluir mais do que 98% dos linfócitos manchados de controle. As células foram analisadas usando um citômetro de fluxo Epic 751 (Coulter) equipado com um computador MDAPS. Dez mil (10.000) células portando o típico amontoado de linfócitos foram marcadas /registradas.
Condição de Cultura da Célula
PBMC (células mononucleares do sangue periférico) foram isoladas através de um gradiente Ficoll-Hypaque e lavadas duas vezes em PBS. As células foram cultivadas em RPMI 1640 (Gibco, Paisley, UK) com 10% de soro de feto de bezerro (FCS; Flow Laboratories, Costa Mesa, CA) e 1% de streptomicina/penciclina. Culturas triplicadas de 1x106 PBMC/ml foram incubadas em 24 placas de fundo razo ( Costar, Cambridge, MA) por sete (07) dias numa atmosfera de 37oC com 5% de CO2; depois as supernadantes foram coletadas, filtradas num filtro de 0.25 µm (micrômetro= 10-6m)(Millipore, Bedford,MA) e estocadas a -80oC antes do uso.
Avaliação de liberação de imunoglobulinas na cultura supernadante.
O total de imunoglobulinas na cultura supernadante foi examinado usando-se um método ELISA. Resumidamente, placas microtitre (Coster) foram revestidas com anti-imunoglobulina (IgG + IgA + IgM; Dako, Copenhagen, Denmark) , anticorpos policlonais em 0.015 carbonato de sódio M amenizado de PH 9.6 a 4oC durante a noite. As culturas de supernadantes foram diluídas 1:10 em RPMI contendo 10% de FCS, também, adicionadas e incubadas por 3 horas na temperatura ambiente. Após a lavagem, anticorpos anti-imunoglobulina humana conjugados com peroxidase em meio contendo 10% de FCS e 0.5% de Tween 20 (Sigma Chemichal CO, ST Louis, MO) foram adicionados em cada qual e as placas foram incubadas no escuro por 20 minutos a 37oC. A reação foi então parada pela adição de 2M H2SO4 e a concentração foi lida em 492nm.
Purificação dos Linfócitos CD8+
As amostras de 8 hemofílicos HIV-1+ e 10 hemofílicos HIV-1-, pacientes em estudo, foram enriquecidas para linfócitos CD8 usando uma versão modificada do método previamente descrito. A suspensão de células foi inicialmente diminuída de células aderentes por incubação por 45 minutos em louça plástica Petri a 37o em uma atmosfera de 95% de ar 5% de CO2. Os linfócitos CD8+ foram purificados adicionalmente por remoção de linfócitos CD4+, CD19+ e CD16+ usando microsferas (glóbulos de material radio-marcado como albumina macro-carregada medindo cerca de 15 mícrons) magnéticas revestidas com IgG anti-camundongo (Dynakads, Dynal, Noway) de acordo com o método já mencionado. Rapidamente, após a incubação (45 min a 4oC) das células em suspensão obtidas como acima (descrito) com anti-CD4 (GKT4, Ortho, Raritan, NJ), anti-CD19 (Leu-12, Becton Dickinson, Mountain View, CA) e anti- CD16 (Leu-11a, Becton Dicleinson) MoAbs, 40x106 contas (unidades?) foram incubadas com 10x106 células/ml por 30 minutos a 4oC sob contínua e lenta rotação. As células agregando-se em roseta (em forma de rosa) revestidas com contas de anticorpo foram então isoladas e removidas por aplicação de um sistema magnético na parede externa dos tubos de teste por 2 minutos. Seguindo este procedimento de múltiplas etapas de seleção negativa, mais do que 97% das células estavam viáveis quando testadas pelo teste de exclusão de azul de tripano (corante azo-ácido usado para coloração vital do sistema reticulo-endotelial, túbulos uriníferos e células em cultura de tecido) e mais de 90% expressavam o antígeno CD8.
A Atividade Supressora dos Linfócitos CD8+
Para acessar a atividade supressora dos linfócitos CD8+, culturas triplicadas de 2x105 PBMC de doadores normais foram co-cultivadas com populações de 5x104 linfócitos enriquecidos com CD8+ de pacientes hemofílicos HIV-1+ ou HIV-1- na presença de 1% de mitógeno (substância que estimula a mitose) (PWM) (Sigma) em 24 placas (Costar) por 7 dias a 37oC em atmosfera com 5% de CO2. Essas doses e tempos foram previamente demonstradas por induzir a máxima produção de imunoglobulina por doadores normais de PBMC. A porcentagem de síntese de imunoglobulina de supressão foi calculada de acordo com a fórmula seguinte: porcentagem de imunolobulina de supressão= (1 – produção de imunoglobulina em presença de células CD8+/produção de imunoglobulina na ausência de células CD8+) x100.
Análises Estatísticas
Todos os dados foram expressados como meio-termo + S.E.M. Comparações os grupos foram feitas usando o teste Wilcoxon ordem de soma. Co-relações entre coeficientes foram calculadas usando análise de co-relação de ordem de Spearman. Um valor de P < 0.05 foi aceito como significativo.
Resultados
A tabela I apresenta os resultados das análises fenotípicas. O número de linfócits CD3+ estava reduzido nos pacientes HIV-1+ em relação aos hemofílicos HIV-1-. Linfócitos CD8+ estavam significativamente aumentados nos hemofílicos comparados com doadores normais; nenhuma diferença foi observada entre indivíduos HIV-1+ e HIV-1-.Análises de corante duplos demonstraram que mais de 95% das CD8+ expressam o antígeno CD3, indicando a origem T dos linfócitos CD8+ em pacientes hemofílicos. As células CD4+ foram grandemente reduzidas nos pacientes infectados com HIV-1 comparados aos hemofílicos HIV-1- e controles normais. Ambos os linfócitos CD56+ e CD19+ foram significativamente reduzidos nos sujeitos HIV-1+ comparados aos hemofílicos HIV-1-.
Embora o número de linfócitos CD8+ expressando o antígeno S6F1 fosse comparável em ambos os grupos hemofílicos, a proporção de linfócitos CD8+/S6F1+ luminosos versus CD8+/S6F1+ opaco foi significativamente diferente. De fato, a maioria dos linfócitos CD8+ nos indivíduos HIV-1+ expressavam o antígeno S6F1 em alta densidade (proporção de luminosos/opacos de 3.97 + 0.61), enquanto a população de CD8+ de pacientes HIV-1- apresentou uma razão de luminosos/opacos consistente com a de indivíduos normais (0.75 + 0.10 versus 1.02 + 0.08, P,NS). A figura 1 mostra o padrão típico de expressão do antígeno S6F1 numa representação de hemofílicos HIV-1+, HIV-1- e controles saudáveis. (Obs.: Os hemofílicos HIV-1+ apresentam muitíssimos S6F1 brilhosos e pouquíssimos opacos; os hemofílicos HIV-1- apresentam poucos brilhosos e muitos opacos e os controles saudáveis apresentam poucos brilhosos e muitíssimos opacos.)
Como mostrado na tabela 2, a síntese espontânea de imunogloulina in vitro aumentou significativamente em pacientes HIV-1+ comparados com pacientes HIV-1- e controles. Em adição, uma forte correlação positiva foi demonstrada entre a produção de imunoglobulina e a razão de CD8+/S6F1+ brilhosa/opaca (P<0.0001), indicando um decréscimo relevante da atividade supressora em pacientes HIV-1+. De acordo com esses dados, as células CD8+ purificadas de sujeitos HIV-1+ (mais do que 60% CD8+/S6F1+ brilhosas) apresentaram marcadamente reduzida a atividade supressora em produção de imunoglobulinas em células B normais dirigida por PWM comparada com células CD8+ de hemofílicos HIV-1-.
Discussão
Neste estudo nós demonstramos que os linfócitos T CD8+ expressam o antígeno S6F1 em alta densidade nos pacientes hemofílicos HIV-1+. Este achado foi fortemente co-relacionado com um aumento espontâneo de produção da imunoglobulina in vitro.
Independentemente de infecção por HIV-1, o número de linfócitos CD3+ CD8+ é normalmente aumentado em pacientes hemofílicos em comparação com a população normal. Esse achado é principalmente relacionado ao fardo antigênico (concentrados de fator VIII) que os sujeitos hemofílicos recebem usualmente como terapia anti-hemorrágica devido à sua condição clínica. Entretanto, a expressão do antígeno S6F1 apresenta diferente comportamento, de acordo com a soro-conversão para o HIV-1. De fato, um aumento consistente na população de CD8+/S6F1+ brilhosos pode ser documentada somente em pacientes infectados com HIV-1, enquanto os hemofílicos HIV-1- apresentam proporção de CD8/S6F1 brilhante/opaca consistente com aquela dos indivíduos saudáveis. Estes resultados indicam que uma co-relação direta existe entre a soro-conversão do HIV-1 e a alta expressão do antígeno S6F1 nas células T CD8+.
Estudos diferentes têm demonstrado que linfócitos CD8+ apresentam um perfil fenotípico peculiar durante a infecção do HIV-1. Uma redução de linfócitos CD8+ corados opacamente (pertencendo ao sub-conjunto NK) tem sido relatado em associação com o progressivo aumento de linfócitos CD8+ corados brilhantemente (pertencendo à linhagem T). Além disso, a proporção de linfócitos T CD8+ co-expressando CD38, CD57 e HLA-DR é aumentada nos sujeitos infectados com HIV-1, e tem sido sugerido que este parâmetro correlaciona-se com a progressão da doença.
Desde que as células brilhantes para CD8+/S6F1+ têm sido relatadas por serem citotóxicas in vitro, e incluem o sub-conjunto específico reativo contra células infectadas pelo HIV-1, nossos dados são consistentes com a possibilidade de que a infecção viral induz um deslocamento junto ao desenvolvimento de linfócitos citotóxicos CD8+. De acordo com este achado, poderia ser sugerido que o número de células CD8+/S6F1+ opacas com atividade supressora torna-se marcadamente reduzido.
Para verificar se a alta proporção de células CD8+/S6F1+ brilhantes/opacas poderia estar associada com uma reduzida atividade supressora in vitro, nós testamos a produção espontânea de imunoglobulina em hemofílicos HIV-1+ e HIV-1-. Nossos dados demonstraram que um aumento marcado da síntese de imunoglobulina in vitro pode ser demonstrado somente em indivíduos HIV-1+. Embora dados similares tenham sido noticiados por diferentes autores, a interpretação deste fenômeno é ainda controverso. De fato, achados experimentais indicam que tanto uma deficiência mediada pelo HIV-1 de linfócitos B, de cooperação com células B e TCD4+, uma atividade assessória deficiente de monócitos, ou a combinação dessas possibilidades pode ser observada nos indivíduos HIV-1+. Nossos resultados sugerem que a redução progressiva do sub-conjunto CD8+/S6F1+ opaco com atividade supressora deve representar um mecanismo adicional envolvido na aumentada produção de imunoglobulina in vitro. Além disso, nós proporcionamos evidência de uma abafada capacidade de suprimir a síntese de imunoglobulinas dirigida por PWM in vitro por linfócitos CD8+ purificados (a maioria expressando o antígeno S6F1 brilhantemente) em hemofílicos HIV-1+. Finalmente, a demonstração de que alguns casos raros de hemofílicos HIV-1+ com uma razão normal de CD8+/S6F1+ brilhante/opaca apresenta uma produção espontânea de imunoglobulina in vitro consistente com indivíduos HIV-1-, mais confirmam esta interpretação, (F.Cavallin, observações pessoais.)Embora o relacionamento que nós documentamos entre o aumento de linfócitos CD8+/S6F1+ brilhantemente corados e a alta liberação espontânea de imunoglobulinas seja um achado in vitro, é interessante especular que um fenômeno similar deve tomar espaço in vivo. Mais estudos são necessários para testar esta possibilidade.
Em contraste, os dados referidos neste estudo indicam que a soro-conversão para o HIV-1 está associada com o aumento do número de células brilhantes para CD8+/S6F1 e uma redução dos linfócitos CD8+/S6F1+ opacos nos sujeitos hemofílicos. Essa mudança fenotípica está co-relacionada com uma síntese alterada in vitro de imunoglobulina, indicando que a redução do potencial supressor (linfócitos CD8+/S6F1+ opacos) devem estar envolvidos nos mecanismos que levam à super-síntese de imunoglobulinas durante a infecção por HIV-1.
http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?tool=pubmed&pubmedid=8324903
AVALIAÇÃO FENOTÍPICA E FUNCIONAL DOS LINFÓCITOS TCD8+/S6F1+ EM INDIVÍDUOS HEMOFÍLICOS COM INFECÇÃO POR HIV-1
F.Cavallin, A.Traldi & Zambello (1993)
Sumário
Neste estudo nós investigamos a distribuição do antígeno S6F1, um epítopo do antígeno associado à função linfocitária, nos linfócitos TCD8+ em uma série de pacientes de hemofilia sendo 15 HIV-1+ e 20 HIV-1-. Anticorpos monoclonais (MoAbs) reconhecedores do antígeno S6F1 têm sido alegados por distinguir entre células killer efetoras (brilhantemente marcadas S6F1+ ) e células supressoras (marcadas em escuro S6F1+) dentro da população CD8+ linfóide. Em adição, nós tentamos encontrar a co-relação entre a síntese espontânea de imunoglobulina in vitro de linfócitos do sangue periférico de pacientes e o padrão de expressão de S6F1. Embora o número total de células duplamente positivas CD8+/S6F1+ fosse similar em ambos os pacientes hemofílicos portadores de HIV-1+ e não portadores de HIV-1 (HIV-1-), um aumento significante na população de CD8+/S6F1+ brilhante versus escuro foi documentada nos infectados por HIV-1 com respeito a hemofílicos HIV-1- (proporção de brilhante/opaca 3.97 + 0.61 versus 0.75 + 0.1, respectivamente, P<0.005). Esse achado foi co-relacionado com um aumento significativo da produção espontânea de imunoglobulna in vitro em sujeitos HIV-1 + comparado com hemofílicos controle (P<0.005). Linfócitos CD8+ purificados de sujeitos HIV-1+ apresentaram reduzida atividade supressora na produção de imunoglobulina induzida por mitógeno (substâncias que estimulam a mitose e a transformação de linfócitos como lectinas, concanavalina A, ou derivadas de patógenos como estreptococos). Tomados em conjunto, esses dados sugerem que a infecção por HIV-1 favorece a geração de células brilhantes para CD8+/S6F1+ com suposta função citotóxica associadas, levando a uma progressiva redução no número de linfócitos supressores CD8+/S6F1+ opacos. Este fenômeno pode contribuir para a hipergamaglobulinemia policlonal presente nos pacientes hemofílicos HIV-1+. (Hipergamaglobulinemia é o aumento de globulinas gama no plasma como ocorre freqüentemente em doenças infecciosas crônicas.)
INTRODUÇÃO
É bem sabido que hemofílicos representam um grupo de risco para a infecção por HIV-1, em conseqüência do fato de que os indivíduos afetados são freqüentemente obrigados a receber produtos derivados do sangue, os chamados fatores VIII e IX. Nesses sujeitos, assim como para outros indivíduos pertencentes ao grupo de risco para infecção por HIV-1, a soro-conversão é geralmente associada com considerável aumento dos níveis de linfócito CD8 + circulante comparado a pacientes soronegativos. Em particular, vários estudos têm mostrado que o número absoluto de células TCD8+ eleva-se progressivamente da soro-conversão durante os primeiros 6 meses, com aumento não-adicional ocorrendo durante os dois ou três anos seguintes. A diminuição dos linfócitos CD8+ paraleliza com o desenvolvimento total da AIDS.
A população de linfócitos TCD8+ contém células supressoras e citotóxicas. Essas distinções são principalmente baseadas no uso de ensaios funcionais. Em adição, diferentes marcadores têm sido gerados para caracterizar os subgrupos CD8+. Entre eles, um anticorpo monoclonal recentemente produzido reconhecedor de um epítopo do antígeno 1 (LFA-1) associado a linfócito, chamado antígeno S6F1, tem sido alegado por distinguir entre células killer efetoras e supressoras dentro dos linfócitos T CD8+. De fato, a expressão fenotípica do antígeno SF1 nas células CD8+ apresentam uma positividade bimodal (indicando uma curva de freqüência caracterizada por dois picos), permitindo a discriminação de células S6F1+ brilhantemente manchadas, com suposta função citotóxica e células S6F1+ opacas, com atividade supressora associada à produção de imunoglobulinas por linfócitos B. Como estudos in vitro e in vivo com relação à resposta de linfócitos B de indivíduos infectados com HIV-1 tâm revelado uma hiper-ativação generalizada de células B, o presente estudo foi encarregado de determinar o relacionamento entre a expressão do antígeno S6F1 nos linfócitos T CD8+ e a produção espontânea de imunoglobulina in vitro a partir de células mononucleares do sangue periférico (PBMC) numa série de sujeitos hemofílicos HIV-1+ e HIV-1-.
PACIENTES E MÉTODOS
Pacientes
Três grupos de sujeitos foram estudados:
1) 15 pacientes hemofílicos para o anticorpo do HIV-1 (com 15-43 anos, média de 29 anos), pertencendo ao estágio III ou IV da classificação Walter Reed, 14 estavam incluídos no primeiro grupo. Todos eles tinham recebido previamente os concentrados de fator VIII ou IX ou crio-precipitados (precipitado que se forma quando um material solúvel é resfriado, principalmente em relação ao precipitado que se forma no plasma sangüíneo normal que foi submetido à precipitação por frio e que é rico em FVIII.) sobre 500 U/kg por ano. Nenhum deles recebeu somente crio-precipitados.
2) 20 sujeitos hemofílicos HIV-1- (de idade entre 13 e 24 anos, média de 23 anos). Esses sujeitos foram usualmente tratados com crio-precipitados de fator VIII e IX, embora alguns indivíduos também recebessesm concentrados (abaixo de 100 U/kg por ano).
3) 20 sujeitos doadores de sangue de idade alternada.
Sorologia do HIV-1
Amostras de como foram ensaiadas para anticorpos contra o HIV-1 usando um ELISA comercial e a soro-positividade foi confirmada por Western blot.
Análises Fenotípicas
Células do sangue periférico foram manchadas com um painel de MoAbs conjugados diretamente com PE (RD1) ou FITC, incluindo anti-CD3 (T3), anti-CD4(T4), e anti-CD8(T8) para definir linfócitos T e seus sub-conjuntos; anti-CD19(B4) para identificar células B; e anti-CD56 (NKH-1) para reconhecer células natural killer (NK CD3-/CD56+). Todos estes anticorpos foram obtidos de Coulter Immunology (Hialeah, FL). A combinação de anti-CD8 e MoAbs IgG2 (Coulter) foram usados para definir uma ligação não-específica de MoAbs sob estudo para análise da tipificação de células ativadas fluorescentes. Marcadores foram montados /organizados para incluir mais do que 98% dos linfócitos manchados de controle. As células foram analisadas usando um citômetro de fluxo Epic 751 (Coulter) equipado com um computador MDAPS. Dez mil (10.000) células portando o típico amontoado de linfócitos foram marcadas /registradas.
Condição de Cultura da Célula
PBMC (células mononucleares do sangue periférico) foram isoladas através de um gradiente Ficoll-Hypaque e lavadas duas vezes em PBS. As células foram cultivadas em RPMI 1640 (Gibco, Paisley, UK) com 10% de soro de feto de bezerro (FCS; Flow Laboratories, Costa Mesa, CA) e 1% de streptomicina/penciclina. Culturas triplicadas de 1x106 PBMC/ml foram incubadas em 24 placas de fundo razo ( Costar, Cambridge, MA) por sete (07) dias numa atmosfera de 37oC com 5% de CO2; depois as supernadantes foram coletadas, filtradas num filtro de 0.25 µm (micrômetro= 10-6m)(Millipore, Bedford,MA) e estocadas a -80oC antes do uso.
Avaliação de liberação de imunoglobulinas na cultura supernadante.
O total de imunoglobulinas na cultura supernadante foi examinado usando-se um método ELISA. Resumidamente, placas microtitre (Coster) foram revestidas com anti-imunoglobulina (IgG + IgA + IgM; Dako, Copenhagen, Denmark) , anticorpos policlonais em 0.015 carbonato de sódio M amenizado de PH 9.6 a 4oC durante a noite. As culturas de supernadantes foram diluídas 1:10 em RPMI contendo 10% de FCS, também, adicionadas e incubadas por 3 horas na temperatura ambiente. Após a lavagem, anticorpos anti-imunoglobulina humana conjugados com peroxidase em meio contendo 10% de FCS e 0.5% de Tween 20 (Sigma Chemichal CO, ST Louis, MO) foram adicionados em cada qual e as placas foram incubadas no escuro por 20 minutos a 37oC. A reação foi então parada pela adição de 2M H2SO4 e a concentração foi lida em 492nm.
Purificação dos Linfócitos CD8+
As amostras de 8 hemofílicos HIV-1+ e 10 hemofílicos HIV-1-, pacientes em estudo, foram enriquecidas para linfócitos CD8 usando uma versão modificada do método previamente descrito. A suspensão de células foi inicialmente diminuída de células aderentes por incubação por 45 minutos em louça plástica Petri a 37o em uma atmosfera de 95% de ar 5% de CO2. Os linfócitos CD8+ foram purificados adicionalmente por remoção de linfócitos CD4+, CD19+ e CD16+ usando microsferas (glóbulos de material radio-marcado como albumina macro-carregada medindo cerca de 15 mícrons) magnéticas revestidas com IgG anti-camundongo (Dynakads, Dynal, Noway) de acordo com o método já mencionado. Rapidamente, após a incubação (45 min a 4oC) das células em suspensão obtidas como acima (descrito) com anti-CD4 (GKT4, Ortho, Raritan, NJ), anti-CD19 (Leu-12, Becton Dickinson, Mountain View, CA) e anti- CD16 (Leu-11a, Becton Dicleinson) MoAbs, 40x106 contas (unidades?) foram incubadas com 10x106 células/ml por 30 minutos a 4oC sob contínua e lenta rotação. As células agregando-se em roseta (em forma de rosa) revestidas com contas de anticorpo foram então isoladas e removidas por aplicação de um sistema magnético na parede externa dos tubos de teste por 2 minutos. Seguindo este procedimento de múltiplas etapas de seleção negativa, mais do que 97% das células estavam viáveis quando testadas pelo teste de exclusão de azul de tripano (corante azo-ácido usado para coloração vital do sistema reticulo-endotelial, túbulos uriníferos e células em cultura de tecido) e mais de 90% expressavam o antígeno CD8.
A Atividade Supressora dos Linfócitos CD8+
Para acessar a atividade supressora dos linfócitos CD8+, culturas triplicadas de 2x105 PBMC de doadores normais foram co-cultivadas com populações de 5x104 linfócitos enriquecidos com CD8+ de pacientes hemofílicos HIV-1+ ou HIV-1- na presença de 1% de mitógeno (substância que estimula a mitose) (PWM) (Sigma) em 24 placas (Costar) por 7 dias a 37oC em atmosfera com 5% de CO2. Essas doses e tempos foram previamente demonstradas por induzir a máxima produção de imunoglobulina por doadores normais de PBMC. A porcentagem de síntese de imunoglobulina de supressão foi calculada de acordo com a fórmula seguinte: porcentagem de imunolobulina de supressão= (1 – produção de imunoglobulina em presença de células CD8+/produção de imunoglobulina na ausência de células CD8+) x100.
Análises Estatísticas
Todos os dados foram expressados como meio-termo + S.E.M. Comparações os grupos foram feitas usando o teste Wilcoxon ordem de soma. Co-relações entre coeficientes foram calculadas usando análise de co-relação de ordem de Spearman. Um valor de P < 0.05 foi aceito como significativo.
Resultados
A tabela I apresenta os resultados das análises fenotípicas. O número de linfócits CD3+ estava reduzido nos pacientes HIV-1+ em relação aos hemofílicos HIV-1-. Linfócitos CD8+ estavam significativamente aumentados nos hemofílicos comparados com doadores normais; nenhuma diferença foi observada entre indivíduos HIV-1+ e HIV-1-.Análises de corante duplos demonstraram que mais de 95% das CD8+ expressam o antígeno CD3, indicando a origem T dos linfócitos CD8+ em pacientes hemofílicos. As células CD4+ foram grandemente reduzidas nos pacientes infectados com HIV-1 comparados aos hemofílicos HIV-1- e controles normais. Ambos os linfócitos CD56+ e CD19+ foram significativamente reduzidos nos sujeitos HIV-1+ comparados aos hemofílicos HIV-1-.
Embora o número de linfócitos CD8+ expressando o antígeno S6F1 fosse comparável em ambos os grupos hemofílicos, a proporção de linfócitos CD8+/S6F1+ luminosos versus CD8+/S6F1+ opaco foi significativamente diferente. De fato, a maioria dos linfócitos CD8+ nos indivíduos HIV-1+ expressavam o antígeno S6F1 em alta densidade (proporção de luminosos/opacos de 3.97 + 0.61), enquanto a população de CD8+ de pacientes HIV-1- apresentou uma razão de luminosos/opacos consistente com a de indivíduos normais (0.75 + 0.10 versus 1.02 + 0.08, P,NS). A figura 1 mostra o padrão típico de expressão do antígeno S6F1 numa representação de hemofílicos HIV-1+, HIV-1- e controles saudáveis. (Obs.: Os hemofílicos HIV-1+ apresentam muitíssimos S6F1 brilhosos e pouquíssimos opacos; os hemofílicos HIV-1- apresentam poucos brilhosos e muitos opacos e os controles saudáveis apresentam poucos brilhosos e muitíssimos opacos.)
Como mostrado na tabela 2, a síntese espontânea de imunogloulina in vitro aumentou significativamente em pacientes HIV-1+ comparados com pacientes HIV-1- e controles. Em adição, uma forte correlação positiva foi demonstrada entre a produção de imunoglobulina e a razão de CD8+/S6F1+ brilhosa/opaca (P<0.0001), indicando um decréscimo relevante da atividade supressora em pacientes HIV-1+. De acordo com esses dados, as células CD8+ purificadas de sujeitos HIV-1+ (mais do que 60% CD8+/S6F1+ brilhosas) apresentaram marcadamente reduzida a atividade supressora em produção de imunoglobulinas em células B normais dirigida por PWM comparada com células CD8+ de hemofílicos HIV-1-.
Discussão
Neste estudo nós demonstramos que os linfócitos T CD8+ expressam o antígeno S6F1 em alta densidade nos pacientes hemofílicos HIV-1+. Este achado foi fortemente co-relacionado com um aumento espontâneo de produção da imunoglobulina in vitro.
Independentemente de infecção por HIV-1, o número de linfócitos CD3+ CD8+ é normalmente aumentado em pacientes hemofílicos em comparação com a população normal. Esse achado é principalmente relacionado ao fardo antigênico (concentrados de fator VIII) que os sujeitos hemofílicos recebem usualmente como terapia anti-hemorrágica devido à sua condição clínica. Entretanto, a expressão do antígeno S6F1 apresenta diferente comportamento, de acordo com a soro-conversão para o HIV-1. De fato, um aumento consistente na população de CD8+/S6F1+ brilhosos pode ser documentada somente em pacientes infectados com HIV-1, enquanto os hemofílicos HIV-1- apresentam proporção de CD8/S6F1 brilhante/opaca consistente com aquela dos indivíduos saudáveis. Estes resultados indicam que uma co-relação direta existe entre a soro-conversão do HIV-1 e a alta expressão do antígeno S6F1 nas células T CD8+.
Estudos diferentes têm demonstrado que linfócitos CD8+ apresentam um perfil fenotípico peculiar durante a infecção do HIV-1. Uma redução de linfócitos CD8+ corados opacamente (pertencendo ao sub-conjunto NK) tem sido relatado em associação com o progressivo aumento de linfócitos CD8+ corados brilhantemente (pertencendo à linhagem T). Além disso, a proporção de linfócitos T CD8+ co-expressando CD38, CD57 e HLA-DR é aumentada nos sujeitos infectados com HIV-1, e tem sido sugerido que este parâmetro correlaciona-se com a progressão da doença.
Desde que as células brilhantes para CD8+/S6F1+ têm sido relatadas por serem citotóxicas in vitro, e incluem o sub-conjunto específico reativo contra células infectadas pelo HIV-1, nossos dados são consistentes com a possibilidade de que a infecção viral induz um deslocamento junto ao desenvolvimento de linfócitos citotóxicos CD8+. De acordo com este achado, poderia ser sugerido que o número de células CD8+/S6F1+ opacas com atividade supressora torna-se marcadamente reduzido.
Para verificar se a alta proporção de células CD8+/S6F1+ brilhantes/opacas poderia estar associada com uma reduzida atividade supressora in vitro, nós testamos a produção espontânea de imunoglobulina em hemofílicos HIV-1+ e HIV-1-. Nossos dados demonstraram que um aumento marcado da síntese de imunoglobulina in vitro pode ser demonstrado somente em indivíduos HIV-1+. Embora dados similares tenham sido noticiados por diferentes autores, a interpretação deste fenômeno é ainda controverso. De fato, achados experimentais indicam que tanto uma deficiência mediada pelo HIV-1 de linfócitos B, de cooperação com células B e TCD4+, uma atividade assessória deficiente de monócitos, ou a combinação dessas possibilidades pode ser observada nos indivíduos HIV-1+. Nossos resultados sugerem que a redução progressiva do sub-conjunto CD8+/S6F1+ opaco com atividade supressora deve representar um mecanismo adicional envolvido na aumentada produção de imunoglobulina in vitro. Além disso, nós proporcionamos evidência de uma abafada capacidade de suprimir a síntese de imunoglobulinas dirigida por PWM in vitro por linfócitos CD8+ purificados (a maioria expressando o antígeno S6F1 brilhantemente) em hemofílicos HIV-1+. Finalmente, a demonstração de que alguns casos raros de hemofílicos HIV-1+ com uma razão normal de CD8+/S6F1+ brilhante/opaca apresenta uma produção espontânea de imunoglobulina in vitro consistente com indivíduos HIV-1-, mais confirmam esta interpretação, (F.Cavallin, observações pessoais.)Embora o relacionamento que nós documentamos entre o aumento de linfócitos CD8+/S6F1+ brilhantemente corados e a alta liberação espontânea de imunoglobulinas seja um achado in vitro, é interessante especular que um fenômeno similar deve tomar espaço in vivo. Mais estudos são necessários para testar esta possibilidade.
Em contraste, os dados referidos neste estudo indicam que a soro-conversão para o HIV-1 está associada com o aumento do número de células brilhantes para CD8+/S6F1 e uma redução dos linfócitos CD8+/S6F1+ opacos nos sujeitos hemofílicos. Essa mudança fenotípica está co-relacionada com uma síntese alterada in vitro de imunoglobulina, indicando que a redução do potencial supressor (linfócitos CD8+/S6F1+ opacos) devem estar envolvidos nos mecanismos que levam à super-síntese de imunoglobulinas durante a infecção por HIV-1.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
*142460 SYNDECAN 2; SDC2
Alternative titles; symbols
SYND2HEPARAN SULFATE PROTEOGLYCAN; HSPGHSPG1FIBROGLYCAN
Gene map locus 8q22-q24
TEXT
CLONING
Tradução amadorística da página: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?cmd=entry&id=142460
Através de eletroforese de gel de policrilamida (?) de proteoglicanos de sulfato de heparan associados na superfície da célula após o tratamento com heparitinase, Lories e outros (1987) demonstraram a presença de cernes protéicos com um peso molecular aparente de 125.000, 90.00, 64.000, 48.000 e 35.000. Os cernes das proteínas de 90 kD e 48kD formam o epítopo para o anticorpo 6G12, o qual Marynen e outros (1989) usaram no isolamento de cDNA de bibliotecas de expressão de fibroblastos dos pulmões. Análise de southern blot indicaram a presença do 1 ou de um limitado número de genes correspondendo aos cDNAs de 48 e 90 kD.
O proteoglicano de sulfato de heparan transmembranal para cujos cDNAs foram clonados a partir de fibroblastos dos pulmões por Matynen e outros (1989) também é chamado fibroglicano ou sindecano-2 (David e outros, 1992). Ele está localizado na mesma região do gene MYC. Como pontuado fora por Spring e outros (1994), quatro membros da famílias sindecano apresentam um relacionamento físico extraordinário com quatro membros da família gênica MYC.
GENE FUNCTION
Bobardt e outros (2003) demonstraram que sindecanos, incluindo SDC2, podem funcionar com em trans-receptores do HIV por via da gp120 do HIV-1 com cadeias de sindecano de sulfato de heparina. Análises de citometria de fluxo demonstraram a expressão de SDC nas células endoteliais. HIV ligado a SDC nas linhas de células endoteliais manteve sua infectividade por ao menos uma semana, comparado com menos de um dia para vírus não ligados. Bobardt e outros (2003) sugeriram que as células endoteliais ricas em SDC lineando a vasculatura podem proporcionar um microenvolvimento que estimula a replicação do HIV em células T.
Usando experimentos com duas leveduras híbridas, ensaios de co-imuno-precipitação, e ensaios de demolição in vitro, Ethell e outros (2000) demonstraram que sinbindina do camundongo (TRAPPC4) interagiu diretamente com o sindecano-2 do do rato. Análises de leveduras híbridas também mostraram que a sinbindina interagiu com o sindecano-4 do rato (SDC4). Análises de mutações demonstraram que a interação requereu um domínio similar a PDZ de sinbindina e o motivo EFYA do domínio do terminal C de SDC2. Neurônios primários do hipocampu do rato (hipocampo: a estrutura complexa e internamente convoluta que forma a margem medial (bainha) do manto cortical do hemisfério cerebral, margeando a fissura coróide do ventrículo lateral;... nos macacos e nos humano o hipocampo é limitado ao lobo temporal pelo desenvolvimento maciço do corpo caloso.) transferiram com as proteínas expressadas de sinbindina e SDC2 em aglomerações ao longo de espinhas dendríticas. SDC2 com falta do motivo EFYA formaram aglomerações em que faltava sinbindina, sugerindo que a aglomeração de sinbindina era dependente de SDC2. Sinbindina co-imuno-precipitou com SDC2 de frações de membrana sinápticas (partes de membranas cujo contato é funcional). Ethell e outros (2000) sugeriram que SDC2 induz a formação de espinhas dendríticas por recrutamento de vesículas intracelulares em junto a sítios pós-sinápticos através da interação com sinbindina.
MAPPING
Por hibridização Southern de um painel de células híbridas de DNA humano e do camundongo por hibridização em sítio, Marynen e outros (1989) mostraram que o cerne protéico do proteoglicano de sulfato de heparan mapeia em 8q22-q24. (Proteoglicano de sulfato de heparan de baseamento de membrana parece ser codificado por um gene humano no cromossomo 1.)
CYTOGENETICS
Ishikawa-Brush e outros (1997) descobriram que a extremidade 3-prime do gene SDC2 foi localizada aproximadamente a 30 quilobases da quebra pontual de translocação num paciente do sexo feminino de 27 anos de idade com uma translocação baseada em 46,Xt(X;8)(p22.13;q22.1) {Translocação do cromossomo X para o cromossomo 8 (materno e paterno?) do braço p, região 22.13, do cromossomo X, para o braço q, região 22.1 do cromossomo 8?} associada com exostoses (protuberância óssea coberta por cartilagem originada em qualquer osso que se desenvolve da cartilagem.) e autismo (Bolton d eoutros 1995). O ponto de quebra do cromossomo X foi localizado no primeiro íntron do gene receptor de peptídio liberador de gastrina (GRPR) e um possível relacionamento causal para o autismo foi postulado. Desde que uma das funções biológicas do produto do gene SDC2 é relacionado com agregação de células na formação do osso, os autores sugeriram a interferência com esta função como um mecanismo de múltiplas exostoses. Existe uma precedência para o efeito postulado; a translocação ocorrendo na extremidade prime 3 do gene PAX6 mais longe aproximadamente 100 quilobases pareceu ser interruptiva para o gene e foi associada com anirídia (ausência da íris; quando congênita, geralmente existe uma raiz rudimentar de íris).
Alternative titles; symbols
SYND2HEPARAN SULFATE PROTEOGLYCAN; HSPGHSPG1FIBROGLYCAN
Gene map locus 8q22-q24
TEXT
CLONING
Tradução amadorística da página: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?cmd=entry&id=142460
Através de eletroforese de gel de policrilamida (?) de proteoglicanos de sulfato de heparan associados na superfície da célula após o tratamento com heparitinase, Lories e outros (1987) demonstraram a presença de cernes protéicos com um peso molecular aparente de 125.000, 90.00, 64.000, 48.000 e 35.000. Os cernes das proteínas de 90 kD e 48kD formam o epítopo para o anticorpo 6G12, o qual Marynen e outros (1989) usaram no isolamento de cDNA de bibliotecas de expressão de fibroblastos dos pulmões. Análise de southern blot indicaram a presença do 1 ou de um limitado número de genes correspondendo aos cDNAs de 48 e 90 kD.
O proteoglicano de sulfato de heparan transmembranal para cujos cDNAs foram clonados a partir de fibroblastos dos pulmões por Matynen e outros (1989) também é chamado fibroglicano ou sindecano-2 (David e outros, 1992). Ele está localizado na mesma região do gene MYC. Como pontuado fora por Spring e outros (1994), quatro membros da famílias sindecano apresentam um relacionamento físico extraordinário com quatro membros da família gênica MYC.
GENE FUNCTION
Bobardt e outros (2003) demonstraram que sindecanos, incluindo SDC2, podem funcionar com em trans-receptores do HIV por via da gp120 do HIV-1 com cadeias de sindecano de sulfato de heparina. Análises de citometria de fluxo demonstraram a expressão de SDC nas células endoteliais. HIV ligado a SDC nas linhas de células endoteliais manteve sua infectividade por ao menos uma semana, comparado com menos de um dia para vírus não ligados. Bobardt e outros (2003) sugeriram que as células endoteliais ricas em SDC lineando a vasculatura podem proporcionar um microenvolvimento que estimula a replicação do HIV em células T.
Usando experimentos com duas leveduras híbridas, ensaios de co-imuno-precipitação, e ensaios de demolição in vitro, Ethell e outros (2000) demonstraram que sinbindina do camundongo (TRAPPC4) interagiu diretamente com o sindecano-2 do do rato. Análises de leveduras híbridas também mostraram que a sinbindina interagiu com o sindecano-4 do rato (SDC4). Análises de mutações demonstraram que a interação requereu um domínio similar a PDZ de sinbindina e o motivo EFYA do domínio do terminal C de SDC2. Neurônios primários do hipocampu do rato (hipocampo: a estrutura complexa e internamente convoluta que forma a margem medial (bainha) do manto cortical do hemisfério cerebral, margeando a fissura coróide do ventrículo lateral;... nos macacos e nos humano o hipocampo é limitado ao lobo temporal pelo desenvolvimento maciço do corpo caloso.) transferiram com as proteínas expressadas de sinbindina e SDC2 em aglomerações ao longo de espinhas dendríticas. SDC2 com falta do motivo EFYA formaram aglomerações em que faltava sinbindina, sugerindo que a aglomeração de sinbindina era dependente de SDC2. Sinbindina co-imuno-precipitou com SDC2 de frações de membrana sinápticas (partes de membranas cujo contato é funcional). Ethell e outros (2000) sugeriram que SDC2 induz a formação de espinhas dendríticas por recrutamento de vesículas intracelulares em junto a sítios pós-sinápticos através da interação com sinbindina.
MAPPING
Por hibridização Southern de um painel de células híbridas de DNA humano e do camundongo por hibridização em sítio, Marynen e outros (1989) mostraram que o cerne protéico do proteoglicano de sulfato de heparan mapeia em 8q22-q24. (Proteoglicano de sulfato de heparan de baseamento de membrana parece ser codificado por um gene humano no cromossomo 1.)
CYTOGENETICS
Ishikawa-Brush e outros (1997) descobriram que a extremidade 3-prime do gene SDC2 foi localizada aproximadamente a 30 quilobases da quebra pontual de translocação num paciente do sexo feminino de 27 anos de idade com uma translocação baseada em 46,Xt(X;8)(p22.13;q22.1) {Translocação do cromossomo X para o cromossomo 8 (materno e paterno?) do braço p, região 22.13, do cromossomo X, para o braço q, região 22.1 do cromossomo 8?} associada com exostoses (protuberância óssea coberta por cartilagem originada em qualquer osso que se desenvolve da cartilagem.) e autismo (Bolton d eoutros 1995). O ponto de quebra do cromossomo X foi localizado no primeiro íntron do gene receptor de peptídio liberador de gastrina (GRPR) e um possível relacionamento causal para o autismo foi postulado. Desde que uma das funções biológicas do produto do gene SDC2 é relacionado com agregação de células na formação do osso, os autores sugeriram a interferência com esta função como um mecanismo de múltiplas exostoses. Existe uma precedência para o efeito postulado; a translocação ocorrendo na extremidade prime 3 do gene PAX6 mais longe aproximadamente 100 quilobases pareceu ser interruptiva para o gene e foi associada com anirídia (ausência da íris; quando congênita, geralmente existe uma raiz rudimentar de íris).
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
177040 PROTEOGLYCAN 1; PRG1
Alternative titles; symbols
PRGPLATELET PROTEOGLYCAN PROTEIN CORE; PPGPROTEOGLYCAN PROTEIN CORE FOR MAST CELL SECRETORY GRANULESERGLYCIN
Gene map locus 10q22.1
Tradução (em caráter amadorístico) da página: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?cmd=entry&id=177040
A linhagem de células HL-60 de leucemia pró-meilocítica (promielócito é um estágio de desenvolvimento de um leucócito granulócito entre o mieloblasto e o mielócito, quando surgem alguns grânulos específicos; nas pessoas com leucemia promielocítica uma grande célula uninuclear é encontradano sague circulante) é uma célula humana transformada que sintetiza sulfato de condroitina (um (muco) polissacarídeo (proteoglicana) composto de resíduos alternados de ácido (beta)β-D-glucorônico e sulfato de N-acetil-galactosamina em ligações β(1-3) e β(1-4) alternadas; presente entre os constituintes da matiz extra-celular de tecido conjuntivo.) para proteoglicanos e estoca os proteoglicanos em seus grânulos secretórios. Sob certas condições em vitro essa célula pode ser induzida a diferenciarem-se em células que parecem-se comneutrófilos, monócitos-macrófagpos, eosinófilos e basófilos. Stevens e outros (1988) usaram um cDNA para proteoglicano derivado de células de rato para isolar um cDNA de uma biblioteca de cDNA de células HL-60. Como acessados por análises de Northern e Southern blot, u único gene codifica o mRNa de 1.3 quilobases para o peptídio do cerne deste proteoglicano. Por prova de DNA de um painel de células híbridas humanas/camundongo e humanas/hamster com cDNA, Stevens e outros (1988) mostraram que o gene que codifica o peptídio do cente do proteoglicano nas células HL-60 reside no cromossomo 10. A seqüência de aminoácidos deduzida inclui uma região de ligação a 18 aminoácidos glicosaminoglicanos que consiste primeiramente da alternância de serina e glicina. Perin e outros (1988) caracterizaram o cerne da proteína do proteoglicano da plaqueta e Alliel e outros (1988) determinaram sua estrutura completa de aminoácidos por uma combinação da proteína e seqüenciamento de cDNA. Mattei e outros (1989) mostraram por hibridização em sítio que o gene é localizado na banda 10q22.1. A seqüência do cerne do peptídio do proteoglicano dos grânulos secretórios era idêntica à de PPG.
Mastócitos derivados da medula óssea (BMMC) sintetizaram proteoglicanos altamente ácidos de 200 a 250 kD contendo glicosaminoglicanos que são quase exclusivamente sulfato de condroitina E. Esses proteoglicanos intracelulares são esocados nos grânulos secretórios. Ayraham e outros (1989) isolaram e seqüenciaram uma lente completa de cDNA de uma biblioteca de cDNA derivada de BMMC. O mesmo peptídeo no cerne é encontrado em todas as células de origem na medula óssea (Austen, 1990); veja Rothenberg e outros (1988) e Ayraham e outros (1988) para informação sobre o proteoglicano do eosinófilo e do basófilo, respectivamente. Diferenças nos grânulos secretórios de vários tipos de células são relacionados às metades de açúcar que são polimerizadas em copolímeros (polímero onde são combinados dois ou mais monômeros ou unidades básicas) de glicina-serina para formar o glicosaminoglicano.
Os proteoglicanos que são estocados em grânulos secretórios de muitas células hematopoiéticas contém um peptídio-cerne, chamado serglicin (ou cerne peptídico rico em serina/glicina de grânulos proteolicanos secretórios), com uma região de ligação a glicosaminoglicanos resistente a proteases (enzimas proteolíticas que hidrolisam as cadeias polipeptídicas) consistindo predominantemente de resíduos alternados de serina e glicina. Proteoglicanos Serglicina têm sido isolados contém heparina ligada em O, sulfato de heparan, sulfato de condroitina A, etc. Humphiries e outros (1992) determinaram a completa seqüência nucleotídica do gene humano de 16.7 quilobases que codifica serglicina. Os éxons e íntrons 1 e 2 compreendem 7,53, e 40% do gene, respectivamente.
Alternative titles; symbols
PRGPLATELET PROTEOGLYCAN PROTEIN CORE; PPGPROTEOGLYCAN PROTEIN CORE FOR MAST CELL SECRETORY GRANULESERGLYCIN
Gene map locus 10q22.1
Tradução (em caráter amadorístico) da página: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?cmd=entry&id=177040
A linhagem de células HL-60 de leucemia pró-meilocítica (promielócito é um estágio de desenvolvimento de um leucócito granulócito entre o mieloblasto e o mielócito, quando surgem alguns grânulos específicos; nas pessoas com leucemia promielocítica uma grande célula uninuclear é encontradano sague circulante) é uma célula humana transformada que sintetiza sulfato de condroitina (um (muco) polissacarídeo (proteoglicana) composto de resíduos alternados de ácido (beta)β-D-glucorônico e sulfato de N-acetil-galactosamina em ligações β(1-3) e β(1-4) alternadas; presente entre os constituintes da matiz extra-celular de tecido conjuntivo.) para proteoglicanos e estoca os proteoglicanos em seus grânulos secretórios. Sob certas condições em vitro essa célula pode ser induzida a diferenciarem-se em células que parecem-se comneutrófilos, monócitos-macrófagpos, eosinófilos e basófilos. Stevens e outros (1988) usaram um cDNA para proteoglicano derivado de células de rato para isolar um cDNA de uma biblioteca de cDNA de células HL-60. Como acessados por análises de Northern e Southern blot, u único gene codifica o mRNa de 1.3 quilobases para o peptídio do cerne deste proteoglicano. Por prova de DNA de um painel de células híbridas humanas/camundongo e humanas/hamster com cDNA, Stevens e outros (1988) mostraram que o gene que codifica o peptídio do cente do proteoglicano nas células HL-60 reside no cromossomo 10. A seqüência de aminoácidos deduzida inclui uma região de ligação a 18 aminoácidos glicosaminoglicanos que consiste primeiramente da alternância de serina e glicina. Perin e outros (1988) caracterizaram o cerne da proteína do proteoglicano da plaqueta e Alliel e outros (1988) determinaram sua estrutura completa de aminoácidos por uma combinação da proteína e seqüenciamento de cDNA. Mattei e outros (1989) mostraram por hibridização em sítio que o gene é localizado na banda 10q22.1. A seqüência do cerne do peptídio do proteoglicano dos grânulos secretórios era idêntica à de PPG.
Mastócitos derivados da medula óssea (BMMC) sintetizaram proteoglicanos altamente ácidos de 200 a 250 kD contendo glicosaminoglicanos que são quase exclusivamente sulfato de condroitina E. Esses proteoglicanos intracelulares são esocados nos grânulos secretórios. Ayraham e outros (1989) isolaram e seqüenciaram uma lente completa de cDNA de uma biblioteca de cDNA derivada de BMMC. O mesmo peptídeo no cerne é encontrado em todas as células de origem na medula óssea (Austen, 1990); veja Rothenberg e outros (1988) e Ayraham e outros (1988) para informação sobre o proteoglicano do eosinófilo e do basófilo, respectivamente. Diferenças nos grânulos secretórios de vários tipos de células são relacionados às metades de açúcar que são polimerizadas em copolímeros (polímero onde são combinados dois ou mais monômeros ou unidades básicas) de glicina-serina para formar o glicosaminoglicano.
Os proteoglicanos que são estocados em grânulos secretórios de muitas células hematopoiéticas contém um peptídio-cerne, chamado serglicin (ou cerne peptídico rico em serina/glicina de grânulos proteolicanos secretórios), com uma região de ligação a glicosaminoglicanos resistente a proteases (enzimas proteolíticas que hidrolisam as cadeias polipeptídicas) consistindo predominantemente de resíduos alternados de serina e glicina. Proteoglicanos Serglicina têm sido isolados contém heparina ligada em O, sulfato de heparan, sulfato de condroitina A, etc. Humphiries e outros (1992) determinaram a completa seqüência nucleotídica do gene humano de 16.7 quilobases que codifica serglicina. Os éxons e íntrons 1 e 2 compreendem 7,53, e 40% do gene, respectivamente.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Atherosclerosis and Ischaemic Stroke
http://bioisolutions.blogspot.com/2008/06/atherosclerosis-and-ischaemic-stroke.html
Aterosclerose e Pulsação Isquêmica
(Isquemia á a anemia de um órgão em decorrência da escassês de alimentação sangüínea.)
A aterosclerose é uma doença que afeta os vasos arteriais do sangue. É uma resposta inflamatória crônica na parede das artérias, em grande parte devido à acumulação de células brancas do sangue macrófagos e promovida por lipoproteínas (proteínas do plasma que carregam colesterol e triglicerídeos) de baixa densidade (especialmente pequenas partículas) sem adequada remoção de gorduras e colesterol dos macrófagos pelas lipoproteínas funcionais de alta densidade (HDL), (veja apoA-1 Milano). É comumente reerida como um “endureciemento” ou “forração” das artérias. Pode ser causada pela formação de múltiplas placas dentro das artérias.
A placa ateromatosa é dividida em três componentes distintos:
1. O ateroma (“caroço de papa”, da Athera, porridge em Grego), o que é uma acumulação nodular de material mole, em lascas, amarelado no centro das placas grandes, composto de macrófagos mais perto do lúmen (cavidade) das artérias;
2. Áreas de cristais de colesterol subjacentes;
3. Calcificação na base exterior de lesões mais avançadas ou mais antigas.
Os termos seguintes são similares, ainda que distintos, tanto na soletração e no significado, e podem ser facilmente confundidos: arteriosclerose, arteriolosclerose, e aterosclerose. Arteriosclerosis é um termo genérico descrevendo algum endurecimento (e perda da elasticidade) de artérias médias e grandes (do grego Arterio, significando artéria, e sclerosis, significando endurecimento), arteriolosclerose é algum endurecimento (e perda da elasticidade das arteríolas (pequenas artérias), aterosclerose é um endurecimento de alguma artéria especificamente devida a uma placa ateromatosa. Portanto, a aterosclerose é uma forma de arteriosclerose.
Aterosclerose causa dois problemas principais. Primeiro, a placa ateromatosa, embora longamente compensada pelo alargamento da artéria (veja IMT), eventualmente leva à ruptura das placas e a estenose (estreitamento) da artéria e, por isso, a um suprimento insuficiente do sangue no órgão que alimenta. Se o processo compensatório de alargamento da artéria é excessivo, então resulta num aneurisma.
Essas complicações são crônicas, de progressão lenta e cumulativa. Mais comumente, rupturas imprevistas de placas moles (veja placa vulnerável), causas da formação de um trombo que rapidamente diminuirá o fluxo sangüíneo ou o bloqueará, levando à morte dos tecidos alimentados pela artéria em aproximadamente cinco minutos. Este evento catastrófico é chamado um infarto. Um dos mais comuns cenários de reconhecimento é chamado trombose coronariana de uma artéria coronária, causando o enfarto do miocárdio (um ataque cardíaco). Outro cenário comum em doenças muito avançadas é a claudicação de suprimento insuficiente de sangue para as pernas, tipicamente devido à combinação dos segmentos com estenose (estreitamento) e propensos ao aneurisma estreitados com coágulos. Sendo a aterosclerose um processo amplo no corpo, eventos similares ocorrem também em artérias do cérebro, intestinos, rins, pernas, etc.
Causas
Ateroscleroses desenvolvem-se de lipoproteínas de baixa densidade do cholesterol (LDL), coloquialmente denominadas mau cholesterol. Muitos acreditam que, quando esta lipoproteína pega-se através da parede de uma artéria, os radicais livres de oxigênio (O3?) reagem com esta para formar LDL oxigenado. O sistema imune do corpo responde por envio de células brancas do sangue especializadas (macrófagos e linfócitos T) para absorver o LDL oxidado. Desafortunadamente, essas células brancas do sangue não são capazes de processar o LDL oxidado, e por fim, crescem então a ruptura, depositando maior quantidade de colesterol oxidado na parede arterial. Isso atrai mais células brancas, continuando o ciclo.
Eventualmente, a artéria torna-se inflamada. A placa de colesterol causa o alargamento das células do músculo e forma uma cobertura rígida em volta da área afetada. Essa cobertura rígida é o que causa o estreitamento da artéria, reduz o fluxo sangüíneo de aumenta a pressão do sangue.
Alguns pesquisadores acreditam que a aterosclerose pode ser causada por uma infecção nas células vasculares do músculo liso. Galinhas, por exemplo, desenvolvem aterosclerose quando infectadas com a doença do herpesvírus Marek’s. A infecção por herpesvírus de células do músculo liso arterial tem sido mostrada por causar acumulação de colesteryl Ester (CE). A acumulação de Ester é associada com aterosclerose.
http://bioisolutions.blogspot.com/2008/06/atherosclerosis-and-ischaemic-stroke.html
Aterosclerose e Pulsação Isquêmica
(Isquemia á a anemia de um órgão em decorrência da escassês de alimentação sangüínea.)
A aterosclerose é uma doença que afeta os vasos arteriais do sangue. É uma resposta inflamatória crônica na parede das artérias, em grande parte devido à acumulação de células brancas do sangue macrófagos e promovida por lipoproteínas (proteínas do plasma que carregam colesterol e triglicerídeos) de baixa densidade (especialmente pequenas partículas) sem adequada remoção de gorduras e colesterol dos macrófagos pelas lipoproteínas funcionais de alta densidade (HDL), (veja apoA-1 Milano). É comumente reerida como um “endureciemento” ou “forração” das artérias. Pode ser causada pela formação de múltiplas placas dentro das artérias.
A placa ateromatosa é dividida em três componentes distintos:
1. O ateroma (“caroço de papa”, da Athera, porridge em Grego), o que é uma acumulação nodular de material mole, em lascas, amarelado no centro das placas grandes, composto de macrófagos mais perto do lúmen (cavidade) das artérias;
2. Áreas de cristais de colesterol subjacentes;
3. Calcificação na base exterior de lesões mais avançadas ou mais antigas.
Os termos seguintes são similares, ainda que distintos, tanto na soletração e no significado, e podem ser facilmente confundidos: arteriosclerose, arteriolosclerose, e aterosclerose. Arteriosclerosis é um termo genérico descrevendo algum endurecimento (e perda da elasticidade) de artérias médias e grandes (do grego Arterio, significando artéria, e sclerosis, significando endurecimento), arteriolosclerose é algum endurecimento (e perda da elasticidade das arteríolas (pequenas artérias), aterosclerose é um endurecimento de alguma artéria especificamente devida a uma placa ateromatosa. Portanto, a aterosclerose é uma forma de arteriosclerose.
Aterosclerose causa dois problemas principais. Primeiro, a placa ateromatosa, embora longamente compensada pelo alargamento da artéria (veja IMT), eventualmente leva à ruptura das placas e a estenose (estreitamento) da artéria e, por isso, a um suprimento insuficiente do sangue no órgão que alimenta. Se o processo compensatório de alargamento da artéria é excessivo, então resulta num aneurisma.
Essas complicações são crônicas, de progressão lenta e cumulativa. Mais comumente, rupturas imprevistas de placas moles (veja placa vulnerável), causas da formação de um trombo que rapidamente diminuirá o fluxo sangüíneo ou o bloqueará, levando à morte dos tecidos alimentados pela artéria em aproximadamente cinco minutos. Este evento catastrófico é chamado um infarto. Um dos mais comuns cenários de reconhecimento é chamado trombose coronariana de uma artéria coronária, causando o enfarto do miocárdio (um ataque cardíaco). Outro cenário comum em doenças muito avançadas é a claudicação de suprimento insuficiente de sangue para as pernas, tipicamente devido à combinação dos segmentos com estenose (estreitamento) e propensos ao aneurisma estreitados com coágulos. Sendo a aterosclerose um processo amplo no corpo, eventos similares ocorrem também em artérias do cérebro, intestinos, rins, pernas, etc.
Causas
Ateroscleroses desenvolvem-se de lipoproteínas de baixa densidade do cholesterol (LDL), coloquialmente denominadas mau cholesterol. Muitos acreditam que, quando esta lipoproteína pega-se através da parede de uma artéria, os radicais livres de oxigênio (O3?) reagem com esta para formar LDL oxigenado. O sistema imune do corpo responde por envio de células brancas do sangue especializadas (macrófagos e linfócitos T) para absorver o LDL oxidado. Desafortunadamente, essas células brancas do sangue não são capazes de processar o LDL oxidado, e por fim, crescem então a ruptura, depositando maior quantidade de colesterol oxidado na parede arterial. Isso atrai mais células brancas, continuando o ciclo.
Eventualmente, a artéria torna-se inflamada. A placa de colesterol causa o alargamento das células do músculo e forma uma cobertura rígida em volta da área afetada. Essa cobertura rígida é o que causa o estreitamento da artéria, reduz o fluxo sangüíneo de aumenta a pressão do sangue.
Alguns pesquisadores acreditam que a aterosclerose pode ser causada por uma infecção nas células vasculares do músculo liso. Galinhas, por exemplo, desenvolvem aterosclerose quando infectadas com a doença do herpesvírus Marek’s. A infecção por herpesvírus de células do músculo liso arterial tem sido mostrada por causar acumulação de colesteryl Ester (CE). A acumulação de Ester é associada com aterosclerose.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
*611748 OTU DOMAIN-CONTAINING PROTEIN 7B; OTUD7B
Alternative titles; symbols
CELLULAR ZINC FINGER ANTI-NFKB
CEZANNE
Gene map locus 1q21.2
TEXT
CLONING
Através de busca em banco de dados EST por seqüências similares a A20(TNFAIP3) seguida de prova de PCR de cDNA de linfócitos do sangue periférico, Evans e outros (2001) clonaram OTUD7B, o qual eles chamaram Cezanne. A proteína deduzida contém mais de 800 aminoácidos e tem um domíno N-terminal de ligação a TRAF, um suposto sinal de localização nuclear, e um terminal-C similar ao domínio de dedos de zinco de A20. Análises de Northern blot detectaram um transcrito principal de 6 quilobases nas células epiteliais humanas e fibroblastos e numa linhagem de células de carcinoma do fígado. As células epiteliais e fibroblastos também expressaram um transcrito menor de 9.5 quilobases. Ambos os transcritos foram detactados nos tecidos humanos, com proeminente expressão no coração. Retrotranscrição por PCR demonstrou níveis mais altos de Cezanne nos rins, coração e fígado fetal. Cezanne marcada por fluorescência distribuiu-se difusamente dentro do citoplasma dos fibroblastos e células epiteliais e apresentou alguma mancha nuclear nas células endoteliais.
GENE FUNCTION
Evans e outros (2001) mostraram que a expressão de Cezanne nas células dos rins embrionárias humanas HEK293 reduziu a atividade de NF-kappa-B de maneira dependente da dose seguindo estimulação com TNF-alfa. Quando super-expressadas nas células HEJ293, a A20 exógena, Cezanne e TRABID (ZRANB1) co-imunoprecipitaram com TRAF6.
Evans e outros (2003) noticiaram que o terminal-N catalítico de Cezanne é similar ao da superfamília de proteínas OTU, o qual forma similaridade estrutural com proteínases de cisteína. Eles identificaram Cezanne como uma enzima desubiqüinante. A Cezanne recombinante clivou monômeros de ubiqüitina a partir de cadeias de ubiqüitna sintética linear ou bifurcada e de proteínas ubiqüinadas. A mutação de uma cisteína conservada (cys209) no sítio catalítico do domínio proteolítico causou o co-precipitado de Cezanne e proteínas celulares poli-ubiquinadas. Em adição ao domínio catalítico do terminal-N, um terminal-C era requerido para a hidrólise eficiente de de ambas as formas livre e conjugada de cadeias de ubiquitina bifurcadas.
Reprodução do site http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?id=611748
Alternative titles; symbols
CELLULAR ZINC FINGER ANTI-NFKB
CEZANNE
Gene map locus 1q21.2
TEXT
CLONING
Através de busca em banco de dados EST por seqüências similares a A20(TNFAIP3) seguida de prova de PCR de cDNA de linfócitos do sangue periférico, Evans e outros (2001) clonaram OTUD7B, o qual eles chamaram Cezanne. A proteína deduzida contém mais de 800 aminoácidos e tem um domíno N-terminal de ligação a TRAF, um suposto sinal de localização nuclear, e um terminal-C similar ao domínio de dedos de zinco de A20. Análises de Northern blot detectaram um transcrito principal de 6 quilobases nas células epiteliais humanas e fibroblastos e numa linhagem de células de carcinoma do fígado. As células epiteliais e fibroblastos também expressaram um transcrito menor de 9.5 quilobases. Ambos os transcritos foram detactados nos tecidos humanos, com proeminente expressão no coração. Retrotranscrição por PCR demonstrou níveis mais altos de Cezanne nos rins, coração e fígado fetal. Cezanne marcada por fluorescência distribuiu-se difusamente dentro do citoplasma dos fibroblastos e células epiteliais e apresentou alguma mancha nuclear nas células endoteliais.
GENE FUNCTION
Evans e outros (2001) mostraram que a expressão de Cezanne nas células dos rins embrionárias humanas HEK293 reduziu a atividade de NF-kappa-B de maneira dependente da dose seguindo estimulação com TNF-alfa. Quando super-expressadas nas células HEJ293, a A20 exógena, Cezanne e TRABID (ZRANB1) co-imunoprecipitaram com TRAF6.
Evans e outros (2003) noticiaram que o terminal-N catalítico de Cezanne é similar ao da superfamília de proteínas OTU, o qual forma similaridade estrutural com proteínases de cisteína. Eles identificaram Cezanne como uma enzima desubiqüinante. A Cezanne recombinante clivou monômeros de ubiqüitina a partir de cadeias de ubiqüitna sintética linear ou bifurcada e de proteínas ubiqüinadas. A mutação de uma cisteína conservada (cys209) no sítio catalítico do domínio proteolítico causou o co-precipitado de Cezanne e proteínas celulares poli-ubiquinadas. Em adição ao domínio catalítico do terminal-N, um terminal-C era requerido para a hidrólise eficiente de de ambas as formas livre e conjugada de cadeias de ubiquitina bifurcadas.
Reprodução do site http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?id=611748
sábado, 9 de agosto de 2008
ICAM
*147840 INTERCELLULAR ADHESION MOLECULE 1; ICAM1
Alternative titles; symbols
CD54SURFACE ANTIGEN OF ACTIVATED B CELLS, BB2; BB2ANTIGEN IDENTIFIED BY MONOCLONAL ANTIBODY BB2
Gene map locus 19p13.3-p13.2
(Tradução do site : http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez)
CLONAGEM
A molécula 1 de adesão inter-celular (ICAM1) é um ligante para linfócito de função associada a antígenos (LFA). Simmons e outros (1988) analisaram um clone de cDNA do gene ICAM1 e descobriram que esta apresenta homologia com a molécula NCAM de adesão de células neurais. Greve e outros (1989) demonstraram que a proteína ICAM1 é um receptor principal de rinovírus (vírus que causam doenças respiratórias em bovinos e eqüinos). Bella e outros (1998) analisaram a feição estrutural da molécula ICAM1 que escora (sustenta/apóia) sua função como um receptor para o principal grupo de rinoviroses humanas e é um ligante para LFA-1.
FUNÇÃO DO GENE
A expressão do antígeno HLA-DR e ICAM1 no epitélio conjuntival (a mucosa que reveste a superfície anterior do bulbo do olho e a superfície posterior das pálpebras. Sin. Túnica conjuntiva) humano é sobre-regulada em pacientes com olhos secos associado com síndrome de Sjogren. Tsubota e outros (1999) noticiaram que essa sobre-regulagem em pacientes de síndrome de Sjogren pode ser controlada por interferon-gama através da ativação do fator de transcrição NFKB (fator nuclear kappa-B).
Pisella e outros (2000) noticiaram que um aumento significativo da expressão de HLA-DR e ICAM1 por células epiteliais foi consistentemente encontrado em pacientes de queratoconjuntivite sicca (seca) (síndrome Sjogren) em comparação com a expressão em olhos normais. Esses dois marcadores foram bem correlacionados entre si e correlacionados inversamente com tempo de fragmentação da lágrima e produção de lágrima como medido por teste de Schirmer. A porcentagem de células no bulbo conjuntival foi significativamente diminuída nos pacientes com olhos secos com uma significativa correlação negativa com os marcadores HLA-DR e ICAM1.
Lu e Cyster (2002) estudaram os mecanismos que controlam a localização de células B na zona marginal. Eles demonstraram que as células B na zona marginal expressam elevados níveis de integrinas LFA-1 e alfa-4-beta-1, e que as células B da zona marginal ligam-se aos ligantes ICAM1 e VCAM1. Esses ligantes são expressados dentro da zona marginal de uma maneira dependente de linfo-toxinas. A inibição combinada de LFA-1 e alfa-4beta-1 causa uma rápida e seletiva liberação de células B da zona marginal. Além disso, a re-localização das células B da zona marginal que promove um disparo de lipopolissacarídeos envolve a sub-regulação de adesão mediada por integrina. Lu e Cyster (2002) concluíram que seus estudos identificaram requerimentos-chave para a localização das células B da zona marginal e estabeleceram um papel para as integrinas na compartimentalização do tecido linfóide periférico.
A proteína Nef do vírus da imunodeficiência humana de tipo 1 (HIV-1) é importante para a replicação viral e patogenicidade e pode também proteger as células da apoptose e reconhecimento por células T citotóxicas. Em adição, Nef, como a estimulação de CD40, induz a liberação das quimiocinas CC MIP1A (CCL3) e MIP1B (CCL4) a partir dos macrófagos de uma maneira dependente de NFKB, possivelmente recrutando linfócitos T para os sítios de infecção. Swinler e outros (2003) descobriram que o HIV-1 linfotrópico requer a presença de macrófagos infectados com o HIV-1 de tropismo para macrófagos com uma Nef intacta. Eles mostraram que macrófagos que expressam tanto a Nef como a de DC40LG por estimulação tornam linfócitos T não-ativados em permissivos para a infecção por HIV-1, mas somente na presença de linfócitos B expressando CD80. Swingler e outros (2003) determinaram que a expressão de CD80 em células B e a permissividade para a infecção por HIV-1 nas células T são dependentes de macrófagos que expressam Nef e são estimulados por CD40LG secretarem as formas solúveis de ICAM1 e CD23, com uma ICAM1 solúvel sendo o mais forte indutor da expressão de CD80. Células B estimuladas por CD23 solúvel induzem células T não cíclicas, isto é, o antígeno KI67 negativo, visto que as células B estimuladas por ICAM1 solúvel induziram ambas células T cíclicas e não-cíclicas a serem permissivas à infecção por HIV-1. Swingler e outros (2003) concluíram que enquanto ambas CD23 e ICAM1 solúveis promovem o descanso da infecção celular, a infecção produtiva de células cíclicas requer a ICAM1 solúvel. Eles propuseram que Nef intercepta a via de sinalização de CD40 nos macrófagos para promover a liberação de CD23 e ICAM1 solúveis, o que no retorno promove interações entre células B e T, tornando as últimas, ainda que num estado não-cíclico, permissivas à infecção por HIV‑1. Swingler e outros (2003) notaram que esses resultados podem explicar em parte a existência do reservatório em células T em descanso infectadas com HIV-1.
Zuccarello e outros (2002) descreveram uma forma distnta de candidíase mucocutânea familial crônica caracterizada por infecções precoces iniciais por diferentes espécies de Cândida, restritas às unhas das mãos e pés e associada a baixa concentração de ICAM1 no soro. Eles concluíram que as análises de pedigree favoreçam a uma herança autossômica dominante com penetração incompleta, embora pensassem que alguns matrimônios consangüíneos estivessem presentes.
CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICAS
Chen e outros (2007) descreveram a estrutura cristalina em resolução de 2.7 angstrom dos domínios monoméricos 3 a 5 de ICAM1, estabilizados por um anticorpo específico para o domínio 5.
MAPEAMENTO
Por análises de Southern (de aminoácidos) de células somáticas híbridas, Greve e outros (1989) mapearam o gene de ICAM1 no cromossomo 19, o qual também contém os genes para um número de outros receptores de picornavírus (família de vírus muito pequenos de 20 a 30 nm, resistentes ao éter, sem envoltório, que possuem um cerne infeccioso monofilamentar de sentido positivo, encerrado em um capsídeo de simetria isoaédrica com60 capsômeros. Muitas espécies, incluindo o poliovírus, vírus coxsackie e ECHO estão incluídas nesta família.) e.g., poliovírus, echo 11, RD114, e vírus coxsackie B3. Katz e outros (1985) tinham mapeado o gene (ao qual eles se referiram com BB2) no cromossomo 19 por uso de anticorpo monoclonal num estudo de células somáticas híbridas. Por hibridização fluorescente em sítio, Trask e outros (1993) assinaram o gene ICAM1 em 10p13.3-13.2. Prieto e outros (1989) estudaram MALA-2, a proteína do camundongo homóloga à ICAM1 humana. Seldin e outros (1991) descobriram que o gene homólogo no camundongo, Icam1, é localizado restritamente em LDLR (receptor de low densiti lipoproteína 606945 no omim) no cromossomo 9. Por processos de células somáticas híbridas de camundongo e hamster e acasalamento inter-espécies, Ballantyne e outros (1991) assinaram o gene Icam1 à porção próxima do cromossomo 9 do camundongo.
GENÉTICA MOLECULAR
Devido a ICAM1 desempenhar um papel-chave na infiltração linfocitária na glândula tiróide e a concentração de ICAM1 solúvel correlacionar-se significativamente com a atividade clínica e estado de tratamento na doença de Graves, Kretowski e outros (2003) estimaram a freqüência dos polimorfismos 721G-A (G241R) e 1405A-G (K468E) do gene ICAM1 em sujeitos com a doença Graves comparada com aquela em controles saudáveis. Num grupo de 235 pacientes com a doença de Graves e 211 controles saudáveis, Kretowski e outros (2003) acharam que polimorfismo 721G-A estava associado com o início da doença de Graves em pouca idade (antes dos 40 anos) e que o polimorfismo 1405A-G podia predispor à oftalmopatia de Graves. Kretowski e outros (2003) concluíram que as substituições de aminoácidos na molécula ICAM1 em G241R (glicina para arginina na posição 241) e K469E (lisina para ácido glutâmico na posição 1405) podem influenciar a intensidade e a duração do processo auto-imune e a infiltração de tecidos orbitais.
MODELO ANIMAL
Para testar o papel de Icam1 em animais intactos, Sligh e outros (1993) romperam o gene em células tronco embrionárias murinas através de um alvejamento genético. Animais deficientes e homozigotos desenvolveram-se normalmente, eram férteis, e tinham moderada granulocitose. Estudos foram consistentes com a completa perda da expressão de superfície da proteína. Os camundongos deficientes exibiram proeminentes anormalidades de respostas inflamatórias incluindo emigração incorreta de neutrófilos em resposta a peritonite (inflamação do peritônio causada pelo extravasamento da bile, do conteúdo do trato intestinal ou do suco pancreático para a cavidade peritoneal; o conteúdo do líquido causa lesão química, choque e exsudação peritoneal antes da ocorrência de qualquer infecção associada.) e decréscimo no contato de hipersensitividade a 2,4-dinitrifluorobenzeno. Células mutantes proporcionaram estimulação negligente na reação mista dos linfócitos, embora eles tenham proliferado normalmente como células de resposta.
VARIANTES ALÉLICAS
O parasita malarial Plasmodium falciparum tem atuado como uma potente força seletiva no genoma humano. A virulência particular desse organismo foi pensada por devida à aderência de células vermelhas do sangue parasitadas ao endotélio de pequenos vasos através de vários receptores, incluindo CD36, trombospondina (THBS1) e ICAM1, e parasitas isolados diferem em sua habilidade para ligar-se a cada um. Estudos imunohistoquímicos implicaram ICAM1 como tendo potencial importência na patogênese da malária cerebral, levando Fernandez-Reyes e outros (1997) a pensarem que algum receptor singular estaria envolvido no desenvolvimento da malária cerebral, então numa visão de alta mortalidade por esta complicação, a seleção natural poderia ter produzido variantes com reduzida capacidade de ligação. Fernandez-Reyes e outros (1997) amplificaram e seqüenciaram o domínio N-erminal similar a imunoglobulina do gene de ICAM1 a partir do DNA genômico de 24 crianças assintomáticas em Kilifi, no Quênia. A única mutação encontrada foi uma transversão de A para T no nucleotídeo 179, causando uma substituição de lisina para metiodina (código de iniciação de transcrição) (K29M) o qual os autores denominaram ‘ICAM1 Kilifi’ . Em estudos sobre a associação do polimorfismo K29M com a malária cerebral, eles encontraram, para sua surpresa, que o genótipo homozigoto ICAM1 Kilifi estava associado com a suscetibilidade para a malária cerebral com um risco relativo de 2.23, e heterozigotos com um risco relativo de 1.39. A freqüência do alelo K29 era de o.668 e a freqüência do alelo M29 Kilifi era de 0.332. Fernandez-Reyes e outros (1997) notaram que, enquanto esta associação potencializava a ligação entre ICAM1 e a malária cerebral, a mutação que conferia suscetibilidade não era aceitável para o surgimento em tão alta freqüência na ausência de alguma vantagem seletiva neutralizante. Esses resultados opostos tinham implicações para o mecanismo da patogênese da malária, resistência a outros agentes inecciosos, e imunologia de transplantes. O alelo Kilifi não foi identificado em 99 Caucasinanos não relacionados ou em 40 famílias de multigerações na coleção CEPH. O exame das 20 amostras de Gambianos produziu uma freqüência similar do alelo Kilifi para aquela encontrada no Quênia.
Bellamy e outros (1998) não encontraram associação entre a variante ICAM1 Kilifi e a malária cerebral em um estudo de caso-controle de africanos do Leste.
Hill (1999) revisou as bases genéticas da suscetibilidade ou resistência à malária, incluindo o papel da variante Kilifi de ICAM1.
Craig e outros (2000) efetuaram ensaios funcionais usando ambas as formas (Kilifi e a forma de referência) de ICAM1 como Fc solúvel em proteínas quiméricas fundidas. ICAM1-Kilifi desempenhou reduzida atividade para LFA-1 (a principal integrina beta-2 dos leucócitos) comparada com ICAM-ref, e a ligação ao fibrinogênio solúvel foi completamente abolida com a variante Kilifi. Em ensaios de adesão de P.falciparum, a ligação da fita ITO4-A4u a ICAM1-Kilifi foi reduzida comparada com a ligação à forma de referência. Os autores especularam que embora homozigotos para ICAM1-Kilifi estejam em risco aumentado para a malária cerebral, pode existir um efeito imunomodulador benéfico na redução do dano tecidual mediado por leucócitos em um meio ambiente cuja população é cronicamente exposta a agentes infecciosos.
SEE ALSO
Le Beau et al. (1989)
*147840 INTERCELLULAR ADHESION MOLECULE 1; ICAM1
Alternative titles; symbols
CD54SURFACE ANTIGEN OF ACTIVATED B CELLS, BB2; BB2ANTIGEN IDENTIFIED BY MONOCLONAL ANTIBODY BB2
Gene map locus 19p13.3-p13.2
(Tradução do site : http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez)
CLONAGEM
A molécula 1 de adesão inter-celular (ICAM1) é um ligante para linfócito de função associada a antígenos (LFA). Simmons e outros (1988) analisaram um clone de cDNA do gene ICAM1 e descobriram que esta apresenta homologia com a molécula NCAM de adesão de células neurais. Greve e outros (1989) demonstraram que a proteína ICAM1 é um receptor principal de rinovírus (vírus que causam doenças respiratórias em bovinos e eqüinos). Bella e outros (1998) analisaram a feição estrutural da molécula ICAM1 que escora (sustenta/apóia) sua função como um receptor para o principal grupo de rinoviroses humanas e é um ligante para LFA-1.
FUNÇÃO DO GENE
A expressão do antígeno HLA-DR e ICAM1 no epitélio conjuntival (a mucosa que reveste a superfície anterior do bulbo do olho e a superfície posterior das pálpebras. Sin. Túnica conjuntiva) humano é sobre-regulada em pacientes com olhos secos associado com síndrome de Sjogren. Tsubota e outros (1999) noticiaram que essa sobre-regulagem em pacientes de síndrome de Sjogren pode ser controlada por interferon-gama através da ativação do fator de transcrição NFKB (fator nuclear kappa-B).
Pisella e outros (2000) noticiaram que um aumento significativo da expressão de HLA-DR e ICAM1 por células epiteliais foi consistentemente encontrado em pacientes de queratoconjuntivite sicca (seca) (síndrome Sjogren) em comparação com a expressão em olhos normais. Esses dois marcadores foram bem correlacionados entre si e correlacionados inversamente com tempo de fragmentação da lágrima e produção de lágrima como medido por teste de Schirmer. A porcentagem de células no bulbo conjuntival foi significativamente diminuída nos pacientes com olhos secos com uma significativa correlação negativa com os marcadores HLA-DR e ICAM1.
Lu e Cyster (2002) estudaram os mecanismos que controlam a localização de células B na zona marginal. Eles demonstraram que as células B na zona marginal expressam elevados níveis de integrinas LFA-1 e alfa-4-beta-1, e que as células B da zona marginal ligam-se aos ligantes ICAM1 e VCAM1. Esses ligantes são expressados dentro da zona marginal de uma maneira dependente de linfo-toxinas. A inibição combinada de LFA-1 e alfa-4beta-1 causa uma rápida e seletiva liberação de células B da zona marginal. Além disso, a re-localização das células B da zona marginal que promove um disparo de lipopolissacarídeos envolve a sub-regulação de adesão mediada por integrina. Lu e Cyster (2002) concluíram que seus estudos identificaram requerimentos-chave para a localização das células B da zona marginal e estabeleceram um papel para as integrinas na compartimentalização do tecido linfóide periférico.
A proteína Nef do vírus da imunodeficiência humana de tipo 1 (HIV-1) é importante para a replicação viral e patogenicidade e pode também proteger as células da apoptose e reconhecimento por células T citotóxicas. Em adição, Nef, como a estimulação de CD40, induz a liberação das quimiocinas CC MIP1A (CCL3) e MIP1B (CCL4) a partir dos macrófagos de uma maneira dependente de NFKB, possivelmente recrutando linfócitos T para os sítios de infecção. Swinler e outros (2003) descobriram que o HIV-1 linfotrópico requer a presença de macrófagos infectados com o HIV-1 de tropismo para macrófagos com uma Nef intacta. Eles mostraram que macrófagos que expressam tanto a Nef como a de DC40LG por estimulação tornam linfócitos T não-ativados em permissivos para a infecção por HIV-1, mas somente na presença de linfócitos B expressando CD80. Swingler e outros (2003) determinaram que a expressão de CD80 em células B e a permissividade para a infecção por HIV-1 nas células T são dependentes de macrófagos que expressam Nef e são estimulados por CD40LG secretarem as formas solúveis de ICAM1 e CD23, com uma ICAM1 solúvel sendo o mais forte indutor da expressão de CD80. Células B estimuladas por CD23 solúvel induzem células T não cíclicas, isto é, o antígeno KI67 negativo, visto que as células B estimuladas por ICAM1 solúvel induziram ambas células T cíclicas e não-cíclicas a serem permissivas à infecção por HIV-1. Swingler e outros (2003) concluíram que enquanto ambas CD23 e ICAM1 solúveis promovem o descanso da infecção celular, a infecção produtiva de células cíclicas requer a ICAM1 solúvel. Eles propuseram que Nef intercepta a via de sinalização de CD40 nos macrófagos para promover a liberação de CD23 e ICAM1 solúveis, o que no retorno promove interações entre células B e T, tornando as últimas, ainda que num estado não-cíclico, permissivas à infecção por HIV‑1. Swingler e outros (2003) notaram que esses resultados podem explicar em parte a existência do reservatório em células T em descanso infectadas com HIV-1.
Zuccarello e outros (2002) descreveram uma forma distnta de candidíase mucocutânea familial crônica caracterizada por infecções precoces iniciais por diferentes espécies de Cândida, restritas às unhas das mãos e pés e associada a baixa concentração de ICAM1 no soro. Eles concluíram que as análises de pedigree favoreçam a uma herança autossômica dominante com penetração incompleta, embora pensassem que alguns matrimônios consangüíneos estivessem presentes.
CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICAS
Chen e outros (2007) descreveram a estrutura cristalina em resolução de 2.7 angstrom dos domínios monoméricos 3 a 5 de ICAM1, estabilizados por um anticorpo específico para o domínio 5.
MAPEAMENTO
Por análises de Southern (de aminoácidos) de células somáticas híbridas, Greve e outros (1989) mapearam o gene de ICAM1 no cromossomo 19, o qual também contém os genes para um número de outros receptores de picornavírus (família de vírus muito pequenos de 20 a 30 nm, resistentes ao éter, sem envoltório, que possuem um cerne infeccioso monofilamentar de sentido positivo, encerrado em um capsídeo de simetria isoaédrica com60 capsômeros. Muitas espécies, incluindo o poliovírus, vírus coxsackie e ECHO estão incluídas nesta família.) e.g., poliovírus, echo 11, RD114, e vírus coxsackie B3. Katz e outros (1985) tinham mapeado o gene (ao qual eles se referiram com BB2) no cromossomo 19 por uso de anticorpo monoclonal num estudo de células somáticas híbridas. Por hibridização fluorescente em sítio, Trask e outros (1993) assinaram o gene ICAM1 em 10p13.3-13.2. Prieto e outros (1989) estudaram MALA-2, a proteína do camundongo homóloga à ICAM1 humana. Seldin e outros (1991) descobriram que o gene homólogo no camundongo, Icam1, é localizado restritamente em LDLR (receptor de low densiti lipoproteína 606945 no omim) no cromossomo 9. Por processos de células somáticas híbridas de camundongo e hamster e acasalamento inter-espécies, Ballantyne e outros (1991) assinaram o gene Icam1 à porção próxima do cromossomo 9 do camundongo.
GENÉTICA MOLECULAR
Devido a ICAM1 desempenhar um papel-chave na infiltração linfocitária na glândula tiróide e a concentração de ICAM1 solúvel correlacionar-se significativamente com a atividade clínica e estado de tratamento na doença de Graves, Kretowski e outros (2003) estimaram a freqüência dos polimorfismos 721G-A (G241R) e 1405A-G (K468E) do gene ICAM1 em sujeitos com a doença Graves comparada com aquela em controles saudáveis. Num grupo de 235 pacientes com a doença de Graves e 211 controles saudáveis, Kretowski e outros (2003) acharam que polimorfismo 721G-A estava associado com o início da doença de Graves em pouca idade (antes dos 40 anos) e que o polimorfismo 1405A-G podia predispor à oftalmopatia de Graves. Kretowski e outros (2003) concluíram que as substituições de aminoácidos na molécula ICAM1 em G241R (glicina para arginina na posição 241) e K469E (lisina para ácido glutâmico na posição 1405) podem influenciar a intensidade e a duração do processo auto-imune e a infiltração de tecidos orbitais.
MODELO ANIMAL
Para testar o papel de Icam1 em animais intactos, Sligh e outros (1993) romperam o gene em células tronco embrionárias murinas através de um alvejamento genético. Animais deficientes e homozigotos desenvolveram-se normalmente, eram férteis, e tinham moderada granulocitose. Estudos foram consistentes com a completa perda da expressão de superfície da proteína. Os camundongos deficientes exibiram proeminentes anormalidades de respostas inflamatórias incluindo emigração incorreta de neutrófilos em resposta a peritonite (inflamação do peritônio causada pelo extravasamento da bile, do conteúdo do trato intestinal ou do suco pancreático para a cavidade peritoneal; o conteúdo do líquido causa lesão química, choque e exsudação peritoneal antes da ocorrência de qualquer infecção associada.) e decréscimo no contato de hipersensitividade a 2,4-dinitrifluorobenzeno. Células mutantes proporcionaram estimulação negligente na reação mista dos linfócitos, embora eles tenham proliferado normalmente como células de resposta.
VARIANTES ALÉLICAS
O parasita malarial Plasmodium falciparum tem atuado como uma potente força seletiva no genoma humano. A virulência particular desse organismo foi pensada por devida à aderência de células vermelhas do sangue parasitadas ao endotélio de pequenos vasos através de vários receptores, incluindo CD36, trombospondina (THBS1) e ICAM1, e parasitas isolados diferem em sua habilidade para ligar-se a cada um. Estudos imunohistoquímicos implicaram ICAM1 como tendo potencial importência na patogênese da malária cerebral, levando Fernandez-Reyes e outros (1997) a pensarem que algum receptor singular estaria envolvido no desenvolvimento da malária cerebral, então numa visão de alta mortalidade por esta complicação, a seleção natural poderia ter produzido variantes com reduzida capacidade de ligação. Fernandez-Reyes e outros (1997) amplificaram e seqüenciaram o domínio N-erminal similar a imunoglobulina do gene de ICAM1 a partir do DNA genômico de 24 crianças assintomáticas em Kilifi, no Quênia. A única mutação encontrada foi uma transversão de A para T no nucleotídeo 179, causando uma substituição de lisina para metiodina (código de iniciação de transcrição) (K29M) o qual os autores denominaram ‘ICAM1 Kilifi’ . Em estudos sobre a associação do polimorfismo K29M com a malária cerebral, eles encontraram, para sua surpresa, que o genótipo homozigoto ICAM1 Kilifi estava associado com a suscetibilidade para a malária cerebral com um risco relativo de 2.23, e heterozigotos com um risco relativo de 1.39. A freqüência do alelo K29 era de o.668 e a freqüência do alelo M29 Kilifi era de 0.332. Fernandez-Reyes e outros (1997) notaram que, enquanto esta associação potencializava a ligação entre ICAM1 e a malária cerebral, a mutação que conferia suscetibilidade não era aceitável para o surgimento em tão alta freqüência na ausência de alguma vantagem seletiva neutralizante. Esses resultados opostos tinham implicações para o mecanismo da patogênese da malária, resistência a outros agentes inecciosos, e imunologia de transplantes. O alelo Kilifi não foi identificado em 99 Caucasinanos não relacionados ou em 40 famílias de multigerações na coleção CEPH. O exame das 20 amostras de Gambianos produziu uma freqüência similar do alelo Kilifi para aquela encontrada no Quênia.
Bellamy e outros (1998) não encontraram associação entre a variante ICAM1 Kilifi e a malária cerebral em um estudo de caso-controle de africanos do Leste.
Hill (1999) revisou as bases genéticas da suscetibilidade ou resistência à malária, incluindo o papel da variante Kilifi de ICAM1.
Craig e outros (2000) efetuaram ensaios funcionais usando ambas as formas (Kilifi e a forma de referência) de ICAM1 como Fc solúvel em proteínas quiméricas fundidas. ICAM1-Kilifi desempenhou reduzida atividade para LFA-1 (a principal integrina beta-2 dos leucócitos) comparada com ICAM-ref, e a ligação ao fibrinogênio solúvel foi completamente abolida com a variante Kilifi. Em ensaios de adesão de P.falciparum, a ligação da fita ITO4-A4u a ICAM1-Kilifi foi reduzida comparada com a ligação à forma de referência. Os autores especularam que embora homozigotos para ICAM1-Kilifi estejam em risco aumentado para a malária cerebral, pode existir um efeito imunomodulador benéfico na redução do dano tecidual mediado por leucócitos em um meio ambiente cuja população é cronicamente exposta a agentes infecciosos.
SEE ALSO
Le Beau et al. (1989)
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